"Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda."João 15,16

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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Os livros das Crônicas: uma revisão da história Lição 28



Vamos Continuar nosso curso, entramos agora nos dois livros de Crônicas, dos quais relembram muitos acontecimentos que já estão contidos nos livros de Reis. Mas não são mera repetição. Os mesmos personagens principais, os fatos e todo o período histórico é enfocado de maneira diferente, tendo como pano de funda outra teologia.
Esses livros foram escritos numa época em que os judeus estavam, a todo custo, procurando manter a unidade, a cultura e a própria identidade. Um dos fundamentos da teologia tradicional era a crença de que os descendentes de Davi seriam reis de Israel em todos os tempos. Com a chegada dos babilônios, dos persas e dos gregos, essa crença tinha sido brutalmente apagada.
O povo desaminado não dava muito crédito à autoridade dos sacerdotes que estavam em Jerusalém e não se importavam com o culto no novo Templo. A intenção do autor dos livros do Crônicas é mostrar que uma comunidade centrada no culto estava fundamentada na história passada de Israel e que, portanto, tinha uma raiz sólida.
E assim, a comunidade o faz. Liga o rei Davi à raça humana, apresentando uma genealogia que vai até Adão (I Cr 1-9). Dedica uma grande parte ao rei Davi, mostrando como foi que ele começou a organizar o culto, preparou a construção do Templo e formou pessoas para trabalharem no santuário (I Cr 10-29). Depois, ressalta a atividade de Salomão em relação ao culto: construção do Templo, preparação das mobílias sagradas e festas (II Cr 1-9). Por fim, traçando a história do reino de Judá até o exílio, põe em relevo os reis que fizeram reformas no culto (II Cr 10-36).
Para refletir:
a) Os livros das Crônicas repetem os livros dos Reis?
b) Qual a finalidade desses livros?
c) Como esses livros apresentam o culto no Templo?
d) Ler e comentar II Cr 6.
Catequistas e Blogueiros, peçam sempre o Espírito Santo para entender e vos fortalecer na caminhada do nosso curso panorâmico.
Encontramo-nos da oração e na Eucaristia!
Org. sem. Alex Sandro Serafim.

domingo, 28 de setembro de 2014

Os Samaritanos - Lição 27

No mundo bíblico existem alguns grupos ou classe de pessoas, como os samaritanos, saduceus, fariseus, essênios, herodianos... Uns são conhecidos desde o Primeiro Testamento, e outros aparecem no Segundo Testamento. Hoje, trataremos dos samaritanos, prevendo já o seu aparecimento no nosso curso panorâmico. Apesar de não pertencerem ao judaísmo propriamente dito, os samaritanos aparecem como um grupo caraterístico do ambiente palestinense e são mencionados várias vezes no Segundo Testamento. São opositores ferrenhos ao judaísmo, e por isso, são considerados como raça impura pelos judeus, por serem descendentes da população israelita misturada com estrangeiros que se transferiram para a Samaria após a queda do Reino do Norte sob o poder da Assíria em 722 a.E.C. (II Rs 17,24-41). Considerados como grupo herético e cismático, os samaritanos viviam em contínua rixa com os judeus, que os detestavam até mais que os pagãos.

Os samaritanos, como os judeus, eram observantes escrupulosos da tradição e das leis do Pentateuco, que para eles era a única Escritura válida. Além de serem chamados homens da Lei, representados pelos cinco livros do Pentateuco, também seguiam com rigor elementos do judaísmo, como: a circuncisão, o sábado, as festas... O seu lugar exclusivo de culto é o monte Garazim, que fica perto de Siquém, na Samaria. Já os judeus cultuavam no templo de Jerusalém. Acreditavam na profecia e esperavam um messias que se chamava Taeb (= aquele que volta); este, porém, não seria um rei descendente de Davi, mas um novo Moisés, que revelaria a verdade e organizaria a sociedade no fim dos tempos.

Nos Evangelhos, os samaritanos aparecem várias vezes. Um dia Jesus foi insultado com o apelido de “samaritano” (Jo 8,48). No Evangelho de João, no capítulo 4, o discípulo amado informa sobre a conversa de Jesus com uma samaritana, sua pregação aos habitantes de uma aldeia da Samaria e a conversão de muitos; mas a narrativa deixa clara a hostilidade que existia entre os dois grupos. Todavia, o Evangelho abre um horizonte novo: um samaritano é apresentado como exemplo de amor ao próximo (Lc 10,33ss), e o único dos dez leprosos a quem Jesus curou, e que lhe agradeceu, era um samaritano (Lc 17,16). Jesus não poderia exigir ato maior de um judeu do que aceitar um samaritano como irmão. 

Queridos Catequistas e Amigos do Blog, conhecer alguns elementos do mundo bíblico é importante, assim, podemos fazer as ligações necessárias para entender melhor algumas relações e contextos nas Escrituras. 

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.

Org. sem. Alex Sandro Serafim.

Os livros dos Reis: Da glória à ruína - Lição 26

Vamos entrar nos livros dos Reis. Os acontecimentos são datados entre 972 a 561 a.d.e., e dá continuidade a história da monarquia iniciada com Saul e Davi. Depois de Salomão o império se divide (931 a.e.c) em dois reinos: o reino de Israel, com sede em Samaria, que caiu em poder da Assíria em 722 a.e.c.; e o reino de Judá, com sede em Jerusalém, que caiu em poder de Babilônia em 586 a.e.c. Mais do que uma história, estes livros são uma reflexão teológica sobre a história do povo e dos reis que o governaram: a fidelidade a Deus leva à benção e à prosperidade; a infidelidade leva à maldição e ruína do exílio (Cf. II Rs 17,7-23).

No início encontramos de novo uma teologia da autoridade política: o rei deve ser fiel a Deus (I Rs 2,3) e governar com sabedoria e justiça, servindo o povo (I Rs 12,7), que pertence unicamente a Deus (I Rs 3,8-9). Mas os reis são sempre infiéis e “fazem o mal diante do Senhor”: praticam a idolatria, dividem e oprimem o povo, perseguem os profetas, etc. Como consequência, Israel e Judá são levados à ruína.

O Templo e o profetismo têm um papel importante nessa história. O Templo é o lugar da reunião de todo o povo para o encontro com Deus, em todas as circunstâncias da vida nacional (I Rs 8). A reforma de Josias procura reunir novamente todo o povo a partir do culto no Templo (II Rs 22-23). Os profetas são os guardiões da consciência do povo, os vigias das relações sociais e os grandes críticos da ação política dos reis. Sua intenção de fazer respeitar a justiça e o direito está sempre em primeiro plano, e eles se ocupam tanto de religião como de moral e política, pois tudo deve estar submetido a Deus, o único rei sobre o povo (Cf. Is 6,5; 44,6; Zc 14,16).

Para refletir:

A) Os livros dos Reis apresentam simplesmente uma história?

B) Quais são as características de uma autoridade justa?

C) Qual a importância do Templo e dos Profetas?

D) Ler e comentar II Rs 17,7-23.

Queridos Catequistas e seguidores do Blog, o Primeiro Testamento muitas vezes parece pesado, maçante e difícil, mas, todo alicerce é assim! O fundamento tem que ser bem preparado, senão a casa caí. Continuemos firmes no propósito de sermos vencedores, de chegar até o fim.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.

Org. sem. Alex Sandro Serafim.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

II Samuel: A autoridade ideal Lição 25

O segundo livro do profeta Samuel é a continuação do Primeiro. O contexto abarca o período que vai de 1010 a 971 a.e.c. O livro está centrado na figura do Rei Davi, cuja história começa já em I Sm 16, e nas lutas dos pretendentes para suceder-lhe no trono de Jerusalém. Podemos dizer que o II Sm continua a avaliação do sentido e da função da autoridade política.
Davi é apresentado como o rei ideal, que obedece a Deus e serve ao povo. Graças á sua habilidade política, ele consegue aos poucos captar a simpatia das tribos, sendo primeiro aclamado rei de Judá, sua tribo, e depois rei também das tribos do Norte. Após ter conseguido reunir todo o povo, Davi conquista Jerusalém e a torna ao mesmo tempo o centro do poder político e da religião de Israel.
O ponto mais alto da sua história é a profecia de Natã (II Sm 7), onde o profeta anuncia que o trono de Jerusalém sempre será ocupado por um Messias (= rei ungido) da família de Davi. É a criação da ideologia messiânica: o povo será sempre governado por um Messias, descendente de Davi. Logo depois começa a competição pelo poder e pela sucessão e, finalmente, o trono é ocupado por Salomão, filho mais novo de Davi (II Sm 9 – I Rs 2).
Davi passou para a história como o modelo de autoridade política justa. Por isso, mesmo com o fim da realeza, os judeus permaneceram confiantes no ideal messiânico e ficaram à espera do Messias que iria reunir o povo, defendê-lo dos inimigos e organizá-lo numa sociedade justa e fraterna. Dizendo que Jesus é descendente de Davi, os Evangelhos mostram que Jesus é o Messias esperado (daí o nome grego Cristo = Messias). Ele veio para reunir todos os homens e levá-los à vida plena, na justiça e fraternidade do Reino de Deus.
Com isso, terminamos os dois livros de Samuel. É bom continuarmos com a leitura, estudo e oração das fontes, ou seja, os próprios livros. Continuemos firmes!
Para refletir:
a) Qual o tema de II Sm?
b) Por que Davi é considerado o rei ideal?
c) Que relação há entre Jesus e Davi?
d) Ler e comentar II Sm 7,1-16.
Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.
Org. sem. Alex Sandro Serafim

Primeiro Livro de Samuel: A função da autoridade Lição 24

O nome Samuel significa “aquele que foi chamado pelo Senhor”, nosso Samuel bíblico é filho de Elcana e Ana. Pai de Joel e Abias. Foi apresentado a Eli em comprimento à promessa de sua mãe de que se Deus lhe desse um filho ela o dedicaria ao serviço do Senhor. Samuel nasceu e na sua vida serviu a Eli e ao Senhor fielmente. São dois livros que contam a saga de Samuel. Particularmente o primeiro, no seu começo é de grande demonstração de fé e confiança no Senhor, da parte de Ana, que diante do Senhor derrama a sua vida e as suas lágrimas.

O primeiro livro de Samuel narra acontecimentos que se situam entre 1040 a 1010 a.e.c. Temos aí uma análise crítica do aparecimento da realeza em Israel, análise que pode nos ajudar a avaliar nossos sistemas e pessoas políticas de hoje, se bem que qualquer autoridade pode ser incluída nessa avaliação. 

Há duas versões do surgimento da autoridade política central em Israel: a primeira é contrária e hostil à monarquia (I Sm 8,10,17-27), representando a visão mais democrática das tribos do Norte, que viviam em terras produtivas. A segunda versão é favorável à monarquia (I Sm 9,1-10,16;11) e representa a visão da tribo de Judá, que vivia em terras menos produtivas. Unindo as duas versões, vemos que a autoridade é, ao mesmo tempo, um mal necessário (ela pode se absolutizar, explorar e oprimir o povo) e um dom de Deus (uma instituição mediadora, que deve representar, isto é, tornar presente o próprio Deus, único rei que salva e governa o seu povo).

No seu primeiro livro, Samuel, portanto, mostra uma teologia crítica da autoridade política. Mostra que Deus é o único rei sobre o seu povo. Para ser legítimo, o rei humano (e seus equivalentes no governo) devem ser representantes de Deus, isto é, servir a Deus através do serviço ao povo e a favor da vida. Para clarear mais, para que isso aconteça são necessárias duas coisas: primeiro, reunir e liderar o povo, ajudando-o a proteger-se e a libertar-se dos seus inimigos (I Sm 9,16); segundo, organizar o povo e promover a vida social conforme a justiça e o direito (Sl 72; Dt 17,14-20; Pr 16,12). Portanto, qualquer autoridade que não obedece a Deus e não serve ao povo é ilegítima e má, pois ocupa o lugar de Deus para explorar e oprimir o povo.

Para reflexão:

a) Qual a importância do Primeiro livro de Samuel?

b) Quais as versões sobre o surgimento da autoridade?

c) Qual a função da autoridade política?

d) Ler e comentar I Sm 8.

Queridos amigos e amigas do Blog, Catequistas, os livros de Samuel são grandes riquezas no que se refere a relação do homem com Deus. Não deve ser só lido, mas também rezado, meditado e refletido. Sigamos em frente! O Senhor é conosco e olha por nós!

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.



Org. sem. Alex Sandro Serafim.

Rute: O Amor de Deus é para todos - Lição 23

O livro de Rute é uma história que recorda, de forma emocionante e lírica, o amor à pátria e aos próprios familiares. Entretanto, lendo com mais atenção, vamos descobrir nesse livro um profundo ensinamento religioso e social. Ele é escrito numa determinada época do povo de Deus, quando os israelitas voltam do Exílio da Babilônia e se estabelecem de novo em Judá, no século V a.e.c. Rute aborda dois temas importantes: A inclusão social e religiosa dos estrangeiros na comunidade judaica e a exigência do cumprimento do direito dos pobres.

Rute é uma mulher estrangeira Moabita e os judeus desprezavam o povo de Moab, considerando-os bastardos (Gn 19, 30-38). O texto apresenta uma moabita como bisavó de Davi (Rt 4,13-17) e a mensagem de que se um grande rei era descendente dos moabitas, não haveria razão para desprezar este povo, ou qualquer outro povo estrangeiro. YHWH é um Deus universal e não exclusivo de Israel. Outro tema de destaque em Rute é o resgate de leis que protegiam os pobres e que as autoridades sacerdotais deixavam no esquecimento, tais como: leis do respigar, do resgate e do levirato.

É um tempo em que se tem que recomeçar tudo, pois as antigas tradições foram esquecidas. É preciso fazer uma séria reforma política, economia, social, cultural e religiosa, para que o povo de Deus não perca a sua identidade e não desapareça do mapa. Contudo, não é uma história que ensina somente o povo de Deus daquele tempo, mas é mensagem para nós, povo de Deus hoje.

O autor do livro de Rute coloca os princípios que devem orientar a reorganização de uma comunidade que sofreu grandes abalos. Ensina que o Deus de Israel, o nosso Deus, não aceita leis que, em nome da ordem, obriguem as pessoas a renunciarem a seus direitos básicos, ou que restringem a salvação a um grupo fechado e elitista. 

O livro é uma história emocionante, que fala do amor de Deus, que quer gente de todas as nações formando a sua família, o seu povo. É também uma grave advertência tanto para aqueles que fazem as leis, como para aqueles que obedecem à letra das leis, mas não ao espírito das mesmas: estas devem ser, antes de tudo, um serviço aos pobres e uma defesa do direito de todos terem seu pedacinho de chão. No Segundo Testamento, a estrangeira Rute, protagonista deste livro, é apresentada como uma antepassada de Jesus (Mt 1,5).

Queridos Catequistas, amigos do Blog e todos aqueles que nos acompanham em nosso curso, temos a missão de chegar ao final, de receber a coroa da vitória. Por isso, não desanimem, lutem, estudem, rezem a Palavra de Deus.



Para refletir:

a) Quando foi escrito o livro de Rute?

b) O interesse do livro de Rute está em narrar uma história de família?

c) Qual a mensagem deste livro?

d) Ler e comentar Rt 1.



Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.


Juízes: o vaivém da História - Lição 22

Como diz o cantor Lulu Santos: “Assim caminha a humanidade”, e também o nosso curso panorâmico bíblico. Neste encontro vamos entrar no segundo livro da etapa histórica da Bíblia, o livro dos Juízes, que relata fatos situados entre 1200 e 1020 a.e.c: a continuação da conquista da Terra Prometida e a vida das tribos até o início da monarquia. Trata-se de um tempo de “democracia” (Jz 21,25) e cheio de dificuldades. As tribos são governadas por chefes que têm um cargo vitalício (juízes menores); nos momentos de grande dificuldade surgem chefes carismáticos (juízes maiores), que unem e lideram as tribos na luta contra os inimigos.

O mais importante no livro de Juízes é a chave de leitura da história, que vale não só para o livro, mas para toda a história de Israel e também para a nossa. Essa chave é exposta em Jz 2,6-23 e reaparece diversas vezes no livro. Pode ser resumida em quatro palavras: pecado, castigo, conversão, salvação.

Vamos agora ver cada o que cada palavra diz ao estudioso, expliquemos: Pecado: a nova geração do povo esquece o Deus libertador e adora os ídolos; perde sua identidade de povo de Deus e torna-se semelhante às outras nações. Castigo: o povo perde a liberdade e torna-se escravo dos inimigos. Conversão: no extremo do sofrimento o povo toma consciência, se arrepende e suplica de novo para que Deus o liberte. Salvação: Deus faz surgir um líder carismático que reúne o povo e o lidera na luta pela libertação. Mas a nova geração novamente se esquece, adora os ídolos... e o movimento se repete.

Experimente ler Juízes, a história de Israel e a nossa própria vida e história com essa chave de leitura. Comece pelo castigo, perguntando: por que estamos sofrendo hoje? Depois procure identificar quais os ídolos que estamos servindo, em vez de servir ao Deus que liberta. Acabamos este encontro incentivando os nossos Blogueiros, Catequistas e Leitores a seguir em frente, perseverem meus amigos. Conhecer dói, causa suores, cansa, mas no fim ganhamos uma coisa que jamais vamos perder: a sabedoria. Finalizando, estude sempre em clima de oração e certamente o Espírito Santo irá vos ajudar nos estudos sagrados.

Para refletir e meditar:

a) Quantos tipos de Juízes há no livro?

b) Que chave o livro fornece para lermos a história?

c) Quais ídolos adoramos hoje?

d) Ler e comentar Jz 2,6-23.



Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!




Org. sem. Alex Sandro Serafim.

Josué: Dom e conquista da terra - Lição 21

Começando a entrar nos livros históricos da Bíblia, temos no primeiro encontro o livro de Josué, o sexto livro bíblico. Josué é filho de Num. Líder da tribo de Efraim. Moisés mudou o nome de Oseias para Josué (que significa “o Senhor é Salvação”). Josué é um estimulador do povo para confiar em Deus, e assim, entrar na Terra Prometida. Josué é o homem de confiança de Moisés.

O livro foi escrito durante o exílio na Babilônia (586-538 a.e.c.[1]), e relata os fatos situados entre 1230 e 1200 a.e.c.: a conquista e a partilha de Canaã, a Terra Prometida, pelas tribos de Israel. À primeira vista, o livro apresenta a tomada global da Terra, feita por uma geração. Isso se deve a idealização do autor. Na verdade, a conquista foi um processo longo e lento, ora pacífico, ora violento, que só terminou dois séculos mais tarde, com o rei Davi.

Josué não é uma crônica, mas uma interpretação dos fatos para mostrar o significado da entrada em Canaã. O personagem principal é a Terra Prometida: Deus realizou a promessa feita aos patriarcas e renovada aos seus descendentes. O povo foi libertado da escravidão do Egito para ser livre e próspero na Terra que Deus ia dar (Ex 3,7-8). Portanto, por trás das longas e minuciosas listas de lugares devemos ver a alegria e a gratidão pelo dom de Deus.

Neste livro há um pormenor que chama a atenção: as tribos tiveram que “conquistar” a Terra que Deus lhes dera. Deus concede o dom, mas não viola a liberdade e nem prescinde do esforço do homem. Pelo contrário, Deus exige que o homem busque com todas as forças e conquiste o dom que ele concede. A Terra (=vida) é o fruto da promessa e do dom de Deus e, ao mesmo tempo, da aspiração e da conquista do homem. Melhor dizendo, Deus promete por dentro das aspirações do homem, e realiza seu dom por dentro das conquistas do homem. A graça de Deus é isso: fruto do dom de Deus e da conquista do homem. Josué é uma grande lição sobre a graça! 

Queridos Amigos, Catequistas, Simpatizantes do Blog e do nosso curso panorâmico, como nos ensina o livro de Josué, Deus nos dá a graça, o dom, mas isso só não basta! Temos que nos esforçar! Por isso, vamos procurar ir na fonte bíblica, ler os livros também. Lembrem-se: nosso curso é apenas panorâmico! Para se tornar um trabalho mais profundo temos que acompanhar também refletindo, meditando e rezando os livros.

Para refletir:

a) Qual o tema central e o personagem principal do livro?

b) O que o livro nos ensina sobre a graça?

c) Ler e comentar Js 1,1-9, seguindo o método da Leitura Orante.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!

Org. sem. Alex Sandro Serafim





[1] a.e.c.: significa “antes da era cristã”.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Bíblia é a nossa história - Lição 20

A Palavra de Deus nunca foi, não é, e nunca será teoria. Ela é vida, e teve o seu ápice quando a Palavra do Pai encarnou-se. Jesus é a grande manifestação da Palavra do Pai no meio de nós. E quando aplicamos a Palavra de Deus em nossa vida ela realmente tem a capacidade de modificar a nossa vida, ser real.
A história é a dimensão de tempo em que se realiza nossa vida. Todos nós temos uma história pessoal, faz parte de uma das dimensões do homem e, ao mesmo tempo, fazemos parte de uma história maior: a história do nosso povo e também a história da humanidade. A Bíblia também é uma história. Contudo, que relação existe entre a história que a Bíblia conta e a nossa história hoje? Se olharmos profundamente, descobriremos que a Bíblia é a nossa história, a história da nossa vida. E isso por dois motivos:

1). A Bíblia é a história do nosso passado: Desde que fomos batizados em nome da Trindade, tornamo-nos participantes da Aliança que Deus fez com os homens e começamos a fazer parte do povo de Deus. A Bíblia conta a história dessa Aliança: primeiro a Aliança Antiga, realizada com o povo de Israel (Primeiro Testamento); depois a Aliança Nova e definitiva, realizada com todos os homens através de Jesus Cristo (Segundo Testamento). Entretanto para essa aliança, todos e cada um de nós herdamos a Bíblia como nossa história, a história do nosso passado como família de Deus, irmãos de Jesus Cristo e descendentes do povo do Segundo Testamento. Isso não é tudo, porém.

2). A Bíblia é também a história do nosso presente: Nela temos uma análise tão profunda da vida, que também a nossa história pessoal, a história do nosso povo e a da humanidade de hoje podem ser analisadas pelos modelos que nela encontramos a cada passo. A Bíblia, na verdade, é um grande espelho que reflete nossos problemas, perguntas, dúvidas, lutas, buscas e esperanças, que são as mesmas de sempre. Desse modo a Bíblia nos ajuda a descobrir a presença de Deus em nossa história e a ouvir os apelos que ele nos dirige para vivermos como povo de Deus.

Podemos ir além! A Bíblia ainda continua a ser escrita na vida do povo, e pode fazer parte do nosso futuro. Quando vivemos a Palavra de Deus, ela continua e faz parte de nossa história. Queridos Catequistas, vamos dar continuação ao Evangelho, e só conseguiremos isso anunciando, vivendo e testemunhando a Boa Nova do Pai que se encarnou e está no meio de nós que é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Para reflexão:

a) Existe alguma relação entre a Bíblia e a nossa história?
b) Por que a Bíblia é a história do nosso passado?
c) Por que a Bíblia é a história do nosso presente?

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.

Org. sem. Alex Sandro Serafim


O que são os livros Históricos? - Lição 19


Em nosso estudo panorâmico das Sagradas Escrituras passamos pelos livros do Pentateuco. Vamos caminhando, e agora, chegamos nos livrosHistóricos, por isso, é bom antes de fazermos essa viagem, termos uma certa introdução. Não podemos deixar de orientar, e sempre o faço, que temos que estudar, mas também irmos as fontes, ou seja, ler os livros. É bom fazermos nossa leitura sempre usando o método da Leccio Divina, que é o método da Igreja monástica, recuperado e adaptado para os nossos tempos.

Os livros Históricos ocupam a maior parte do Primeiro Testamento. Neles encontramos a história do povo de Deus, desde a entrada na terra prometida até quase a época da Jesus Cristo. É interessante notar que nesses livros não encontramos apenas uma crônica dos fatos, mas uma interpretação dos acontecimentos a partir da fé. É uma história vista por dentro, mostrando as relações entre Deus e os homens, através dos acontecimentos. Podemos dividir esse conjunto em três grupos: 

1). Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis: esses livros mostram que a história de Israel depende da atitude que o povo toma na Aliança dom de Deus. Se o povo é fiel à Aliança, Deus lhe concede a benção, que se traduz no dom da terra e na prosperidade. Se o povo é infiel, atrai para si mesmo a maldição, que se concretiza como fracasso e perda da terra.

2). I e II Crônicas, Esdras, Neemias, I e II Macabeus: esses livros procuram as normas básicas para a sobrevivência e a organização do povo de Deus depois do exílio na Babilônia (Esdras e Neemias). Para fundamentar essas normas, eles repensam a própria história do povo, desde o seu início (I e II Crônicas). Os livros dos Macabeus mostram a resistência heroica de um grupo diante da dominação estrangeira que procura destruir a cultura e a religião do povo de Israel.

3). Rute, Tobias, Judite, Ester: mais do que história propriamente dita, esses livros se apresentam como modelos da vivência da fé diante de situações difíceis, seja de vida pessoal (Rute, Tobias), como nacional, ou seja de um povo (Judite e Ester).

Ainda teremos mais um encontro, onde faremos uma relação da história do povo de Israel com a nossa história. Penso que foi bom! Temos aqui uma panorâmica dos livros. Antes de começarmos é interessante ir na nossa Bíblia e dar uma folheada, dar olhada, se possível ir lendo as introduções para fazer uma boa preparação. 

Continuem firmes Catequistas! Muitas vezes dá uma vontade de largar tudo, mas peça ao Espírito Santo força, coragem e muita fé para ir além. Abração a todos!

Para reflexão:

a) Quantos são os livros Históricos?

b) Estes livros somente narram os fatos?

c) Ler e comentar I Rs 21.


Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!
Org. sem. Alex Sandro Serafim.

A Lei do Amor no Primeiro Testamento - Lição 18



Percebo que nossa caminhada vai acontecendo. Neste artigo fechamos a Torá, ou seja, os cinco livros do Pentateuco, e começaremos no próximo encontro os livros históricos. No Pentateuco, um dos assuntos mais vigorosos foi a questão da Lei, que não pode ser lei com “l” minúsculo, porque Lei não foi feita para punir, mas para fazer justiça. Aqui queremos fazer uma justiça com o Primeiro Testamento. Costuma-se dizer ou pensar que a Lei do Amor na Bíblia é um privilégio do Segundo Testamento, e que o Primeiro era regido pela lei do talião (que já refletimos num encontro passado). Não é bem assim.

Para começar, no livro do levítico lemos: “Não te vingarás e não guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Lv 19,18). No livro de Deuteronômio se lê: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força” (Dt 6,5). 

É citando essas duas passagens do Primeiro Testamento que Jesus responde aos fariseus, quando estes lhe perguntam: “Mestre, qual é o grande mandamento da Lei? ” E Jesus mostra que toda a Lei e os Profetas (= Primeiro Testamento) dependem desses dois mandamentos (Cf. Mt 22,34-40). Portanto, se o próprio Jesus resume o Primeiro Testamento no amor ao próximo e a Deus, é sem fundamento falarmos que aí não existe Lei do Amor.

Também, Catequistas, os profetas condensaram, tornaram mais denso, a exigência de Deus nesses dois mandamentos. O profeta Miquéias diz: “Foi-te anunciado, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige de ti: nada mais do que praticar o direito, gostar do amor e caminhar humildemente com o teu Deus” (Mq 6,8). Em Oséias, a noção de amor entre Deus e seu povo é tão ousada que ele chega a comparar Deus com um esposo e o povo com uma esposa que se devem amar mutuamente e serem fieis um ao outro (Cf. Os 1-3).

Uma novidade, porém, é reservada para o Segundo Testamento: só com Jesus Cristo surgiu outro mandamento mais exigente: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos” (Mt 5,43-44). Amar a quem nos ama e nos faz bem é super tranquilo. Agora, amar a quem não nos ama e ainda quer o nosso mal, só um amor divino. Por isso a Cruz é importante, ela torna visível esse Amor incondicional. 

Queridos Catequistas, depois dessa reflexão formativa, terminamos esta etapa. Caminhemos firmes! Vamos em frente! Com Jesus nada vai nos derrotar! Como atividade, vamos ler e meditar a Primeira Carta de São João.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia!

Org. sem. Alex Sandro Serafim.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Bíblia ou “Bíblias?


“Portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo”(São Jerônimo).

Lição 17

A Bíblia é o livro sagrado do judaísmo e do cristianismo. É patrimônio da humanidade, por isso, encontramos várias terminologias quanto às diferentes formas da Bíblia e sua estrutura. Penso que todos têm uma reta intenção, mesmo procurando os seus interesses na estrutura bíblica. Vamos em frente:
    Bíblia cristã: a Bíblia do Primeiro Testamento e do Segundo Testamento, segundo a aceitação cristã (católica, protestante, ortodoxa...), no texto original ou em tradução;
    Bíblia grega: o Primeiro Testamento em tradução grega (não só a Septuaginta, mas também outras traduções gregas, e o Segundo Testamento, no original grego;
    Bíblia católica: a Bíblia conforme definida pela Igreja Católica, com o “cânon amplo” do Primeiro Testamento (ou seja, incluso os sete livros deuterocanônicos: Tobias, Judite, I Macabeus e II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc);
    Bíblia hebraica: os livros bíblicos escritos em hebraico (língua hebraica);
    Bíblia latina: Primeiro Testamento e Segundo Testamento em tradução latina (latim);
    Bíblia protestante: a Bíblia cristã segundo o uso protestante, com o “cânon restrito” do Primeiro Testamento (ou seja, exclui os livros deuterocanônicos: Tobias, Judite, I Macabeus e II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc).

Existem outras terminologias no contexto bíblico que são de extrema importância para a compreensão do texto quando se faz uma hermenêutica ou exegese bíblica, tais como:

    Apócrifos: são livros extracanônicos;
    Extracanônicos: livros do ambiente bíblico que não foram admitidos no cânon;
    Deuterocanônicos: livros ausentes do cânon hebraico, mas contidos na Septuaginta e aceitos como canônicos pelos católicos e pelos ortodoxos, porém não pelos protestantes;
    Nova Vulgata: revisão radical da Vulgata, feita para aproximá-la mais dos originais, depois do Concílio Vaticano II da Igreja Católica (1962-1965). É atualmente a tradução oficial da Bíblia na Igreja Católica;
    Pseudoepígrafos: propriamente, livros com título (epígrafe) fictício;
    Septuaginta, ou (Bíblia dos) Setenta (sigla LXX): é a tradução da Bíblia hebraica para o grego, elaborada a partir do 3º século aC. Contém alguns livros a mais que a Bíblia hebraica (deuterocanônicos);
    Tanak: a Bíblia aceita pelo judaísmo hoje (para uso na sinagoga), quer em hebraico, quer em tradução;
    Vulgata: versão latina da Bíblia cristã elaborada por São Jerônimo, por volta de 400 dC, é a forma mais conhecida da Bíblia latina.

Queridos Catequistas, assim vamos dando continuidade ao novo curso panorâmico da Bíblia, intercalando os livros com os conhecimentos bíblicos. Dessa forma, nosso caminho que aprendizado e estudo não fica maçante. Como não temos atividade, peço que vocês revissem o que até agora passamos, para gravar com eficácia em nossa memória. Um grande abração!

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia!
Org. sem. Alex Sandro Serafim.






Deuteronômio: Aliança para a vida


A palavra grega deuteronômio significa segunda Lei. Trata-se de uma reapresentação a adaptação da Lei em vista da vida de Israel na Terra Prometida. Esse livro nasceu muito tempo depois da situação histórica que nele encontramos (discurso de Moisés antes da entrada na Terra), e teve um longo período de formação. Para o autor, porém, o povo de Deus está sempre na posição de quem deve se converter a Deus e viver em aliança com ele, para ter a vida (Terra = Vida).

A ideia central de todo o livro é que Israel viverá feliz e próspero na Terra se for fiel à Aliança com Deus; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a Terra. O livro, porém, não se contenta com ideias gerais. Após relembrar o Decálogo (5, 1-22), ele mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o seu ser (6,4-9). A seguir apresenta uma longa catequese, explicando o que significa viver esse amor em todas as circunstâncias da vida pessoal, social, política e religiosa.

Essa catequese é apresentada sobretudo através das leis do Deuteronômio nos capítulos de 12 à 26, onde se procura ensinar ao homem como viver em sua relação com Deus, com as autoridades, com o outro homem, e até mesmo com os seres da natureza.

Mais do que nos determos nessa ou naquela parte do livro, encafifados talvez com uma ou outra lei, o importante é perceber o que o conjunto do livro procura transmitir: um projeto de sociedade nova, baseado na fraternidade entre os homens e na partilha de tudo o que Deus concedeu a todos. Notar sobretudo que Deus é chamado de Pai (1,31), e os membros do povo são chamados irmãos entre si. A vocação do povo de Deus é a fraternidade e a partilha.

Meus queridos Catequistas, este curso tem que ser acompanhado com a leitura da Sagrada Escritura, isso irá ajudar muito na compreensão, aprendizado e reflexão do nosso curso panorâmico. Me perdoem o espaço desde a última lição, mas vamos em frente e chegar ao fim com louvor e alegria.

Memorização e reflexão:

_O que significa a palavra “deuteronômio”?

_Qual a ideia central do livro?

_Compare Dt 5,1-22 com Ex 20, 1-17. Existem diferenças?

_ Ler e comentar Dt 6,4-9.

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.


Org. sem. Alex Sandro Serafim.

A Família e seu Compromisso Catequético


“A educação para a fé por parte dos pais deve começar desde a mais tenra infância. Ocorre já quando os membros da família se ajudam a crescer na fé pelo testemunho de uma vida cristã de acordo com o Evangelho”(Catecismo da Igreja Católica, nº 2226).


A Catequese familiar que acontece na nossa primeira Igreja, ou seja na Igreja doméstica (Família), é de extrema importância na educação cristã dos filhos. Não pode ser esquecida ou deixada de lado. Por isso, nosso Plano Diocesano, faz uma menção relevante, chamando a atenção para essa realidade em nossas comunidades catequéticas.

No número 198, fala que “mesmo diante dos constantes desafios, a família é chamada a dar os primeiros passos na educação dos filhos. A própria família deve tornar-se um itinerário de educação da fé e uma escola de vida cristã (DNC, n. 238), despertando para o amor a Deus e a participação na vida da Igreja”.

O ensinamento da Igreja, na Encíclica Centesimus Annus, do Papa João Paulo II, nos interpela que “os pais têm a missão de ensinar os filhos a orar e a descobrir sua vocação de filhos de Deus”. Nosso Plano, no número 199, fala que “A missão principal dos familiares e da comunidade eclesial é criar um ambiente propício e dar apoio para que crianças adolescentes e jovens, caminhem para a maturidade da fé (CR, n. 131) ”.

Finalizando a questão, entramos no número 200, e aí o eixo organizacional nos remete aos cuidados com a recepção dos sacramentos. Mas, vamos ao texto: “Durante a preparação para a recepção dos sacramentos, motive-se o catequizando para o compromisso com a Igreja e a sociedade, despertando o mesmo para a experiência de fé, através da vida em comunidade, da solidariedade e o cuidado com o meio ambiente”. Os Catequistas procurem também integrar o catequizando e sua família na vida da comunidade, muitas vezes, nós como pastores e pastoras, temos que ir buscar nossas ovelhinhas perdidas ou desviadas.

A Família é a célula mestra de nossa sociedade. Os pais jamais podem se omitir diante da responsabilidade na educação cristã da prole. Nós Catequistas devemos trabalhar para inserir e catequisar as famílias na vivência do Evangelho. Continuemos fortes na evangelização!!!

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.
Sem. Alex Sandro Serafim.