"Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda."João 15,16

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Papa Francisco ,fala diretamente aos Catequistas

"Francisco aos catequistas: sejam criativos, não tenham medo de romper os esquemas para anunciar o Evangelho."

O Papa encontrou na tarde desta sexta-feira, na Sala Paulo VI, os participantes do Congresso Internacional sobre a Catequese organizado no âmbito do Ano da Fé. Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que “a catequese é um pilar para a educação da fé”. “É preciso bons catequistas!”, exclamou, agradecendo aos presentes por esse serviço “à Igreja e na Igreja”. “Mesmo se por vezes pode ser difícil, há muito trabalha, se esforça e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Talvez seja a melhor herança que podemos dar: a fé! Educar na fé” para que cresça. Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educacionais mais bonitas, se constrói a Igreja! ‘Ser’ catequistas! Não trabalhar como catequistas, eh! – observou.
Isso não serve! Eu trabalho como catequista porque gosto de ensinar… Mas se você não é catequista, não serve! Não será fecundo! Não será fecunda! “Catequista é uma vocação: ‘ser catequista’, essa é a vocação; não trabalhar como catequista. Vejam bem,não disse ‘trabalhar como catequista, mas sê-lo’, porque envolve a vida. E assim se conduz ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho”. Francisco convidou a recordar aquilo que Bento XVI disse: “A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atração”. “E aquilo que atrai – precisou o Papa – é o testemunho. Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isso não é fácil! Não é fácil. Nós ajudamos, conduzimos ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho.” Em seguida, recordou aquilo que São Francisco de Assis dizia a seus confrades: “Preguem sempre o Evangelho e se fosse necessário também com as palavras”. Mas antes vem o testemunho: “que as pessoas vejam o Evangelho em nossa vida. E ‘ser’ catequistas requer amor, amor sempre mais forte a Cristo, amor a seu povo santo. E esse amor não se compra nas casas comerciais; não se compra nem mesmo aqui em Roma. Esse amor vem de Cristo! É um presente de Cristo! É um presente de Cristo! E se vem de Cristo parte d’Ele e nós devemos partir novamente de Cristo, desse amor que Ele nos dá. O que significa esse partir novamente de Cristo, para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista? O que significa? O Papa respondeu com três coisas. Em primeiro lugar, partir novamente de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Mas ter familiaridade com Jesus: Jesus o recomenda com insistência aos discípulos na Última Ceia, quando se aproxima a viver a doação mais alta de amor, o sacrifício da Cruz. Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam em meu amor, permaneçam junto a mim, como os ramos na videira. “Se estivermos unidos a Ele – observou Francisco – podemos dar fruto, e essa é a familiaridade com Cristo. Permanecer em Jesus!” É um permanecer apegado a Ele, “com Ele, falando com Ele: mas, permanecer em Jesus”. “A primeira coisa para um discípulo – prosseguiu – é estar com o Mestre, ouvi-lo, aprender d’Ele. E isso vale sempre, é um caminho que dura a vida inteira.” O
Papa contou um episódio: “Numa de minhas saídas, aqui em Roma, numa missa aproximou-se um senhor, relativamente jovem e me disse: ‘Padre, prazer conhecê-lo, mas não creio em nada! Não tenho o dom da fé! Entendia que era um dom… ‘Não tenho o dom da fé! O que me diz?’ ‘Não desanime. Cristo lhe quer bem. Deixe-se olhar pelo Senhor! Nada mais que isso’. E isso digo a vocês: deixem-se olhar pelo Senhor! – exortou o Santo Padre: “Entendo que para vocês não è tão simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer todos do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isso se pode, é possível em qualquer estado de vida.” O Papa acrescentou o segundo elemento: “partir novamente de Cristo significa imitá-lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Essa é uma experiência bonita, e um pouco paradoxal. Por qual motivo? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo, se descentra!
Quanto mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da sua vida, mais Ele o faz sair de si mesmo, o descentra e abre você aos outros. “O coração do catequista vive sempre esse movimento de ‘sistole – diastole’: união com Jesus – encontro com o outro. Sistole – diastole. Se falta um desses dois movimentos, não bate mais, não pode viver.” O terceiro elemento, que está sempre nessa linha: “partir novamente de Cristo significa não ter medo de ir com Ele às periferias”. De fato, o Pontífice exortou a não ter medo de caminhar com Jesus às periferias: “Se um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranqüilo acaba por tornar-se uma estátua de museu; se um catequista é rígido torna-se estéril. Pergunto-lhes: alguém de vocês quer ser covarde, estátua de museu ou estéril?” Francisco pediu criatividade e nenhum medo de sair dos próprios esquemas: isso caracteriza um catequista. Quando permanecemos fechados em nossos esquemas, nossos grupos, nossas paróquias, nossos movimentos – explicou – ocorre o que acontece a uma pessoa fechada em seu quarto: adoecemos. A certeza que deve acompanhar todo catequista – acrescentou Francisco é que Jesus caminha conosco, nos precede. “Quando pensamos ir longe, a uma periferia extrema, Jesus está lá.” (RL)

domingo, 25 de agosto de 2013

Dia do Catequista /Celebrando a Minha Vocação



Falar da Missão do Catequista é fácil...o difícil é "Ser de fato um Catequista Missionário".Para ser um Catequista é preciso ter primeiramente convicção da sua Vocação.Um dia Jesus me fez este chamado e eu disse Senhor:"Porque eu?"A tantas pessoas mais capacitadas e Ele prontamente me respondeu:"Mas Eu preciso de você"!E me perguntou:"Você topa?Topa ser "EU"  na vida do teu irmão?Topa levar minha mensagem de Amor á todos aqueles que por ti passarem?Topas enfrentar as dificuldades ,as cruzes,as perseguições que tu irás enfrentar  por causa do meu nome e da minha Palavra?Topas levar a "Boa Nova" as crianças,jovens e adultos á quem Eu te confiar?Topas ser SAL da Terra e Luz do Mundo (Mt 5,13-14)?E a partir desse "chamado" eu não pude responder outra coisa que não fosse "Sim"Estou aqui!Sou Tua serva e irei aonde queres que eu vá!Hoje eu não consigo mais me imaginar "fora da catequese",e sei que se eu tentar me afastar Jesus irá me buscar aonde eu estiver e irá me por novamente aonde Ele quer que eu esteja,na Catequese!A Missão do Catequista não fácil,mas é tão gratificante...é tão magnificamente maravilhoso falar de Jesus aos outros,reconhecer Jesus no outro,Evangelizar,Viver  e Praticar o Evangelho.O Catequista  não ensina uma doutrina que é sua,mas a de Jesus confiada á Igreja."Somos um só corpo e um só Espírito"(Ef 4,4).Sei que não sou perfeita,porém tenho a certeza de que como Catequista preciso testemunhar Jesus ,24 horas por dia,em todos os lugares em que eu estiver e como Paulo dizer:"Já não sou eu ,é Cristo que vive em mim"(Gl 2,20).Como Catequista preciso apresentar Jesus ,confessar e fazer com que toda" língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor".(Fp 2,11).Ser 'testemunha de Jesus"(Lc 24,48).Eu poderia dizer muitas coisas ainda sobre minha vocação,mas termino aqui dizendo que :Sou uma Feliz Catequista,apaixonada por Jesus Cristo,seus ensinamentos e sua Igreja,sei que em minha caminhada vou encontrar muitas cruzes ainda pelo caminho,mas tenho certeza que Jesus caminhará sempre ao meu lado,como Ele caminhou ao lado dos "Discípulos de Emaús"(Lc 24,13-35) pois sinto meu "Coração Arder" cada vez que ouço ou falo das Sagradas Escrituras.


"Ser Catequista é...

Anunciar Jesus,testemunhar Jesus,ensinar o que a Igreja ensina,doar-se pela causa de Jesus,amar muito,preservar o ministério...e muito mais!"

Eu Amo "SER CATEQUISTA "

sábado, 17 de agosto de 2013

Diálogo e Comunicação Na Catequese

O diálogo sempre foi importante para o desenvolvimento das potencialidades humanas tanto no nível pessoal, como no cultural e social. Feita à imagem e semelhança de Deus, a pessoa descobre-se como ser dialogante como o é o próprio Deus.

Mas, que vem a ser diálogo? 

Diálogo não é...

- conversa para legitimar resoluções já tomadas;

- um meio de “dobrar“ o outro;

- só ouvir ou só falar;

- uma conversa que só pode ter um resultado final;

- dar bons conselhos a quem não sabe nada;

- algo que só é considerado bem-sucedido quando convencemos o outro;

- conhecer a opinião do outro para poder combatê-lo melhor.

Diálogo é...

- um ato de mútua aprendizagem;

- uma oportunidade para conhecimento do outro;

- uma conversa cujo resultado não se prevê;

- um exercício de respeito

- uma comunicação horizontal;

- algo que pode ter sucesso mesmo quando as opiniões divergentes são mantidas;

- crer na boa vontade do outro, mesmo se discordamos.

Um dos grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o homem possui. 

É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida. 
A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas.
Na comunicação entre as pessoas é tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis.
Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, exige que se evitem rótulos preconceituosos, que se busque em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.

Espiritualidade do diálogo:

Nas relações da pessoa consigo mesma: amor à verdade, desejo de conversão, humildade, capacidade de autocrítica e de perdão, despojamento, plasticidade mental, alegria, vontade de aprender...
Nas relações com o outro: caridade, paciência, fraternidade, ternura, superação de preconceitos, solidariedade, lealdade...
Nas relações com Deus: descoberta da presença de Deus, compromisso com o Reino, oração, confiança na ação do Espírito Santo, vida sacramental, espírito de fé, esperança inabalável, amor incondicional.

Lembrete...

Comunidade é o engajamento livre e espontâneo de cada um numa ordem superior. Aí cada um deve procurar a harmonia com os outros estando sempre prontos a vencer-se e a dominar-se. (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Nunca estamos prontos e acabados. Conversão deve ser atitude constante do cristão e o outro nos ajuda a ver onde precisamos crescer. Diálogo na catequese não é só uma questão metodológica, ela deriva de um certo modo de compreender Deus e a vida. É um especialíssimo caminho de santidade.

Comunicação:

A missão do catequista é fazer ecoar a Palavra de Deus. Ele é sobretudo um comunicador, por isso “é necessário que a catequese estimule novas expressões do Evangelho na cultura na qual este foi implantado.”(DGC 208).
Toda a formação do catequista deve estar finalizada nesta arte da comunicação da fé pois, na ação catequética, catequistas e catequizandos são sujeitos da comunicação.
Nesta comunicação dialogal o importante não são tanto os meios de comunicação, mas os gestos interpessoais. É preciso descobrir cada vez mais a linguagem da pessoa: é a linguagem primordial. 
“Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam realmente um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Daí a necessidade de se exercitar na comunicação humana, afetiva e valorizar a Liturgia como um dos grandes meios de Deus comunicar-se conosco.
Neste sentido é de suma importância o uso dos elementos culturais, particularmente os simbólicos, que possam favorecer mais facilmente a partilha. 

Site Catequisar

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

QUEM É O CATEQUISTA?

O Catequista é antes de tudo alguém que escuta e atende o chamado de Deus (Mt, 9, 37-38). Ele é um mestre em doutrina religiosa, que enviado por Deus, vai despertar e cultivar a fé dos catequizados (catecúmenos).
O Catequista é alguém de muita vocação (Ef, 4,1. 2Ts, 1,11).

Virtudes do Catequista:

• Catequista é um mestre de oração (catecismo da IC. 2663).
• O Catequista é um mediador, que facilita a comunicação entre Deus e o Homem (diretório geral para catequese pág. 162, cap. 156).
• O Catequista é um intérprete da igreja junto aos catequizados (catequese renovada 26, pág 56).
• O Catequista é alguém que catequiza em nome de Deus e da comunidade profética. Em comunhão com os pastores da igreja (catequese renovada 26, pág 56 nº 146).
• O Catequista é testemunha ativa do evangelho em nome da igreja (diretório geral para catequese pág. 165)

MISSÃO DO CATEQUISTA


A missão primordial da igreja é anunciar a Deus e testemunhá-la diante do mundo (diretório geral para catequese pág. 25 nº 23)

Anunciar o reino de Deus como o próprio Jesus o fez sendo enviado (diretório geral para catequese pág. 37 nº 34)

Transmitir aos catequizandos a viva experiência que ele tem dos evangelhos (diretório geral para catequese pág. 65 nº 66)

Conservar fielmente o evangelho a todos aqueles que decidiram seguir Jesus (diretório geral para catequese pág. 76 nº 78)

O Catequista dedica-se de modo específico ao serviço da palavra tornando-se porta-voz da experiência cristã de toda a comunidade (catequese renovada 26 pág. 55 nº 145)

A CATEQUESE É UM MINISTÉRIO, PORTANTO UM SERVIÇO


A Catequese é uma prioridade em toda a Igreja, “A Catequese é uma urgência. Só posso admirar os pastores zelosos que em suas Igrejas procuram responder concretamente a essa urgência, fazendo da catequese uma prioridade” (Beato João Paulo II, encontro com os Bispos em Fortaleza 10/07/1980). 

A Igreja precisa de catequistas, porém, catequistas conscientes com a missão de:
CATEQUIZAR, ENSINAR E EVANGELIZAR.

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM CATEQUISTA


• Espiritualidade profunda – rezar e testemunhar o cristianismo, não perder nunca a intimidade com Deus.

• Integração na comunidade – Participar ativamente de toda a vida da Igreja. O catequista deve exercer o ministério de forma continuada e permanente.

• Senso crítico – ler, estudar, e analisar coerentemente os fatos da Igreja do mundo. A alienação é um mal que jamais deve tomar o catequista.

• Animação – saber ouvir e dialogar, buscar não mostrar dúvidas e insegurança, animar de tal forma o encontro de catequese, que leve o catequizando a um conhecimento gostoso da doutrina da Igreja.

• Qualidade humanas – didática, psicológicas, equilíbrio, carinho.

• Formação doutrinária – buscar conhecer a doutrina católica, estudar sobre seus diversos aspectos, através de leituras, cursos etc.

Ser catequista não é ser professor. Aulas são dadas na escola. Os encontros de catequese têm a preocupação de anunciar Jesus e levar o catequizando a uma aproximação maior com a Igreja.

Por ser considerado pelas crianças como modelo, o catequista deve dar testemunho daquilo que prega, de viver o que anuncia.
O essencial a um bom catequista é o AMOR, daí emana:
- Compreensão
- Carinho
- Dedicação
- Atenção
- Preparação
- Serviço


A CATEQUESE É UM PROCESSO PERMANENTE

A catequese não se restringe apenas à preparação para 1ª Eucaristia. Antigamente muitos pais, diante da preparação para 1ª Eucaristia queriam ver seus filhos o mais rápido possível fazendo ou recebendo a comunhão.

O catequista deve deixar bem claro que primeira comunhão não é um evento social, onde se desfilam as roupas bonitas, mas ninguém se preocupa em dar continuidade à vida da Igreja, da mesma forma os outros sacramentos, daí a importância das reuniões com os pais, movimentos paroquiais.

CATEQUISTA MESTRE EM ORAÇÃO


“O exemplo de Cristo orante: o Senhor Jesus, que passou pela terra fazendo o bem e anunciando a palavra, dedicou, sob o impulso do espírito santo, muitas horas a oração. O cristão, movido pelo espírito santo, há de fazer da oração motivo de sua vida diária e de seu trabalho. A Igreja que ora em seus membros une-se à oração de Cristo” (puebla 932).

Por isso durante toda a sua vida o catequista deve ser uma referência em oração, e o grande incentivador de seus catequizandos. O catequista tem esse dever de levar o catequizando a compreender a necessidade desse encontro pessoal com Deus na oração, quem não tem um contato diário com Deus na oração, não é capaz de compreender a própria missão que está no coração do pai, a oração nos leva à ação.

A oração deve ser:


Simples – porque Deus é simples, e se manifesta na simplicidade.

Sincera – nós devemos ver Deus como um amigo.

Cheia de amor – Deus é amor, daí é preciso estarmos também com a disposição para amar.


Site Catequizar

domingo, 2 de junho de 2013

Sou catequista, e agora?


O que é Catequese?
O Papa João Paulo II disse: “A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã” (CT).
Segundo O Novo Catecismo da Igreja Católica (1992) “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai”. Em sua origem, o termo “CATEQUESE” diz respeito à proclamação da Palavra. O termo se liga a um verbo que significa “Fazer” – “Ecoar” (gr. Kat-ekhéo). Assim a catequese tem por objetivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus.
Quem é a pessoa do (a) Catequista?
O Catequista é antes de tudo alguém que escuta e atende o chamado de Deus (Mt, 9, 37-38).
Ele é um mestre em doutrina religiosa, que enviado por Deus, vai despertar e cultivar a fé dos catequizados (catecúmenos).
O Catequista é alguém de muita vocação (Ef, 4,1. 2Ts, 1,11).
Virtudes do (a) catequista:
Catequista é um mestre de oração (catecismo da IC. 2663);
O Catequista é um mediador, que facilita a comunicação entre Deus e o Homem (diretório geral para catequese pág. 162, cap. 156);
O Catequista é um intérprete da igreja junto aos catequizados (catequese renovada 26, pág 56);
O Catequista é alguém que catequiza em nome de Deus e da comunidade profética. Em comunhão com os pastores da igreja (catequese renovada 26, pág 56 nº 146);
O Catequista é testemunha ativa do evangelho em nome da igreja (diretório geral para catequese pág. 165).
Quais os cuidados que devemos ter ao preparar um encontro de catequese?
Ao prepararmos o Encontro de catequese temos que nos preocupar com o catequizando: sua vida, suas expectativas.
- Quanto ao local do Encontro
* Deverá está em ordem, limpo e agradável. Os catequistas podem convidar os catequizandos para ajudar na arrumação.
* Utilizar cartazes, figuras sobre o tema em questão, enfeitar o ambiente para despertar nos catequizandos interesse pelo tema.
* A Bíblia deve ocupar lugar de destaque no local do encontro. Usar flores, toalhas e velas sempre que possível.
* Os catequizandos deverão sentar-se em círculo, para que todos possam ver a todos. Essa é uma maneira de discerni sobre sala de aula e sala de encontro de catequese.
- Quanto ao acolhimento
*Para acolher bem os catequizandos o catequista deverá chegar um tempo antes do horário de início do encontro para receber a todos com igual atenção, sem demonstrar preferências.
* Ter um momento de diálogo com os catequizandos, questionando-os sobre o que fizeram durante a semana, como estão se sentindo, o que desejam receber na catequese. Não deve ser um relatório mais sim uma conversa espontânea.
* O ponto de vista do catequizando deve ser respeitado, e sua opinião ser ouvida com bastante atenção.
* O catequista deve dizer sempre a verdade. Se não souber responder a alguma pergunta,
deverá se comprometer em procurar a resposta e trazer no próximo encontro.
* Não chamar a atenção dos catequizandos na frente de outras pessoas.
* Se o catequizando tiver algum problema, o catequista deve procurar ser amigo dele para ajudá-lo a superar suas dificuldades.
* Criar dinâmicas de acolhimento e no decorrer do encontro.
- Quanto à linguagem
* A linguagem deve ser clara, coerente e simples.
* Nunca falar em tom infantil, mas naturalmente, com firmeza e simplicidade.
* Ter atenção com determinadas palavras que costumamos usar: Catequese não é um curso, nem escola. Em vez de “aula” falar “encontro”. Não fazer “provas” nem dar “notas” nem castigos. Que o relacionamento não seja de “professor” e “aluno”. Essas coisas existem na escola, mas não na catequese, que é o encontro do catequizando com Jesus Cristo e com a comunidade.
O que não pode faltar num encontro de catequese?

* Acolhida
* Oração Inicial
* Recordação do Encontro Anterior
* Colocação do tema a ser vivenciado.
* Reflexão / Trab. em grupo / Partilha
* Dinâmica / Cânticos
* Compromisso da semana
* Oração final

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sem formação a catequese balança


Sem coordenação a formação dança

1. A formação - fundamento da caminhada catequética

Uma boa caminhada catequética depende de diversos fatores. A catequese envolve toda a comunidade para que toda a vida comunitária seja catequizadora.

Mas aqui visa-se especificamente a formação de cada grupo de catequistas e as pessoas que coordenam. É sempre melhor que a coordenação seja feita por uma EQUIPE. É importante a formação, não somente dos catequistas, mas também das pessoas que constituem a equipe coordenadora.

A formação é um dos fundamentos que mantém a catequese de pé e caminhando para frente.












2. A formação como responsabilidade de cada catequista e da coordenação

A formação é um compromisso de cada catequista. Nenhum catequista pode se dispensar da obrigação de se formar. Sua formação se dá através da participação em cursos, encontros, assembleias, retiros... que acontecem de vez em quando; através do estudo, leituras pessoais... que precisam ser permanentes; e principalmente através da ação catequética, ou seja, através de um acompanhamento que o próprio grupo de catequistas faz do seu “caminhar”. Este acompanhamento é altamente formativo. Enquanto vão sendo catequistas, vão-se formando.

Por outro lado, cuidar da formação é uma das tarefas mais preciosas da coordenação. É verdade que esta tarefa é confiada ao bispo da diocese, ao pároco, ao Conselho Pastoral etc. Mas é verdade também que as pessoas que acompanham de perto os catequistas são aquelas que coordenam. Por isto têm um papel especial, incluindo o de serem ponte entre os responsáveis pela formação.

3. Quem coordena precisa preparar-se para a formação

A coordenação da Catequese precisa preparar-se para cumprir melhor esta sua tarefa de cuidar da formação dos catequistas, como parte de sua missão.

Coordenar é exercer um ministério que implica refletir, organizar, possibilitar um dinamismo que coloque a catequese em processo permanente de renovação. Para isso, as pessoas que coordenam precisam de apoio. Um apoio que muito ajuda pode ser o de  antigos coordenadores. Este trabalho exige uma espiritualidade e requer uma formação.

A equipe de coordenação precisa ter uma boa experiência de vida e de catequese. Sua função é um ministério específico. Ela “respira” catequese constantemente. É importante que a coordenação tenha um plano de formação dos catequistas, elaborado com a participação de todos.

4. A bonita tarefa de “convencer”

Uma boa equipe de coordenação é aquela que serve; aquela que, democraticamente, decide junto e divide trabalhos; aquela que mantém unido o grupo de catequistas e ajuda a quebrar as tensões; aquela que favorece o bom relacionamento através da amizade e do companheirismo; aquela que cativa os pais de boa vontade e conquista o respeito e apoio deles...

Uma boa coordenação é aquela que se preocupa com sua formação e com a dos catequistas. Mais do que isso, é aquela que convence, leva a crer que a formação é essencial para cumprir a missão como catequista. A coordenação é aquela que abre o “apetite” da formação. E quem tem apetite, busca o que comer...

5. A formação é uma “refeição” em grupo

Uma das coisas mais significativas da vida humana é a pessoa alimentar-se. É radicalmente vital! Pense bem! Agora, pense na alimentação em família, num grupo de amigos... o que ela pode significar? A formação de um grupo de catequistas é como uma refeição em grupo. Cada um se alimenta e supre suas necessidades, compartilhando e alegrando-se com o outro. Todos se fortalecem e saem refeitos, com forças para continuar o caminho.

O coordenador, conhecendo e respeitando cada um, estimula esta refeição-formação e alimenta-se junto. Se for preciso, exerce sua autoridade por amor. Nenhum catequista pode não querer alimentar-se. Fica cada vez mais claro que a catequese depende de pessoas bem “alimentadas” por uma boa formação.

6. Uma sugestão

É dentro de um PROJETO CATEQUÉTICO - aquele que exige uma “decisão fundamental” - que aparece mais claramente o plano de formação dos catequistas. Mas aqui, dada a urgência da necessidade, sugere-se um processo. Quem sabe, a partir dele, possa-se chegar ao Projeto.


Extraído do subsídio “Pedra em Lapidação, catequista em formação”


sexta-feira, 11 de maio de 2012

É Possível Transmitir a Fé?

 ..."Como poderão acreditar ,se  não ouviram falar  dele?E como poderão ouvir,se não houver quem o anuncie?"(Rm 10,14).

 A Fé é algo tão íntimo e pessoal que não podemos "passá-la" como um objeto que legamos que legamos a nossos herdeiros.É Verdade.No entanto,precisamos constatar que,depois de dois mil anos,existe,apesar de tudo,uma transmissão da Fé.Ela,contudo,não tem o automatismo de uma herança,não é fruto de um adestramento nem de uma simples aprendizagem.Que significa,então,"Transmitir a Fé"?

A finalidade definituva da Catequese é a de fazer com que alguém se ponha,não apenas em,mas em comunhão,em intimidade com Jesus Cristo(João Paulo II,CT 5)

A FÉ é a livre aceitação desta comunhão com Cristo.Isto não se impõe a partir do exterior.E,portanto,diz João Paulo II,a CATEQUESE pode e deve visar o despertar e a realização desta expêriencia livre e pessoal.A FÉ ,em suma,transmite-se um pouco com o gosto de viver e de amar:por uma relação de proximidade e de confiança,por comportamentos que dão testemunho da vida e amor,por palavras que lhe dão o sentido profundo.

A FÉ é aquilo que só Deus pode dar,na experiência mais íntima de cada um.Mas este dom de Deus torna-se,nas mãos daqueles que o receberam,uma riqueza  a partilhar e a transmitir.Na humildade e responsabilidade.

"O Senhor enviou-nos para Evangelizar os homens.Mas você já refletiu no que significa Evangelizar os homens?Evangelizar um homem é dizer-lhe:Voçê ,também,é amado por Deus,no Senhor Jesus.
E não apenas dizerlhe,mas pensá-lo verdadeiramente.E não  apenas pensar ,mas comporta-se de tal modo com este homem que ele sinta e descubra que tem dentro de si algo de salvo,qualquer coisa maior e de mais nobre do que pensava e, assim,ele desperte para uma nova  consciência de si.É isto que significa anunciar-lhe a Boa-Nova.Voê só pode fazê-lo,se lhe oferecer sua amizade.Uma amizade real,desinteressada,sem consdescendência,feita de confiança e de estima profundas".

Á nós Catequistas é dada a Missão de Transmitir a Fé Anunciar  JESUS CRISTO...por isso vamos:

1-Aprender a transmitir :Há alguma coisa á alguém DIZER.
2-Colocar-se na escuta e na escola da Revelação:Não importa o que,não interessa quem!A REVELAÇÃO o revelador.
3-Iteriorizar,converter seu coração,rezar:Não dizer  nada que não esteja ENRAIZADO NO CORAÇÃO.
4-Agir dentro da verdade,encontrar uma pessoa para amar: Os ATOS E A REVELAÇÃO falam mais alto do que as palavras!

Beijos no Paty.


Fonte:Texto tirado do Livro:"A Missão de Catequista"

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Deixe a "Química" Da Palavra de Deus Penetrar e Permanecer Em Sua Vida!!!

 Olá  pessoas amadíssimas de Deus....Hoje  vim partilhar com vocês algo que me chamou muita atenção em uma atualização no meu Facebook.Me chamou tanta atenção me encheu tanto os olhos que fui logo salvando para imprimir e passar para os meus catequizandos e para as Catequistas de minha comunidade e claro não poderia deixar de partilhar aqui no blog né??rsrs...
Como já esta nas redes sociais acredito que alguns blogueiros já tenham visto e até postado como vi no blog Jovens Missionários na Net .Trata-se de uma Tabela,parecida com a Tabela Periódica Escolar  só que esta Tabela é muito mais bonita e muitíssimo mais importante que a que costumamos ver.É a Tabela de Leitura Periódica da Bíblia Católica (Bíblia de Jerusalém)....Eu achei o Maxímo espero que vocês também gostem...
 E ai...
"VAMOS DEIXAR  A QUÍMICA DA PALAVRA DE DEUS PENETRAR  E PERMANECER EM NOSSAS VIDAS"???


Beijos no Paty

Fonte:http://www.facebook.com/kerigmascj

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Significado dos números na Bíblia


OS NÚMEROS NA BÍBLIA

Devemos prestar muita atenção ao valor dos números na Bíblia, sobretudo no texto hebraico, pois estamos diante de uma mentalidade diferente da nossa. Os números, na maioria das vezes, não querem transmitir uma quantidade exata, um dado preciso, mas sim expressar uma realidade, um valor teológico, um dado simbólico.
Vejamos o significado dos principais números e alguns exemplos interessantes, assim como algumas passagens bíblicas onde o número aparece:
1 (um): Deus é Um (Dt 6,4; Zc 14,9)
2 (dois): É o par perfeito. Dos animais puros, Noé levará para a arca sempre pares (Gn 7,2). É o dobro e pode significar "de sobra", como em Is 40,2; 61,7; Ap 18,6.
3 (três): Número da unidade e da Trindade. É usado para reforçar ou dar ênfase a uma expressão. Assim, quando se quer dizer que Deus é Santo, repete-se três vezes: "Deus é Santo, Santo, Santo" (Is 6,3; Ap 4,8). Deus abençoa três vezes (Nm 6,24-26). Três são os mensageiros que anunciam o nascimento de Isaac (Gn 18,1ss). É o número da plenitude (Ap 21,13) e da santidade (Ap 4,8).
4 (quatro): Número da totalidade: os quatro cantos da terra; quatro evangelhos; quatro Seres vivos (Ap 4,6; 7,1; 20,8). Os quatro elementos do universo: terra, fogo, água e ar. Quadrangular (Ap 21,16). Representa sinal de plenitude.
5 (cinco): Cinco dedos da mão. O primeiro bloco da Bíblia (a Lei) tem 5 livros, o Pentateuco. No Apocalipse pode ser negativo.
6 (seis): Número imperfeito, não chegou à perfeição, que é o número 7. No Apocalipse (13,18) é repetido três vezes, por isso o número da besta é 666. Imperfeição total!
7 (sete): É a soma de 4 + 3. Por isso é o número perfeito, indica o máximo da perfeição (Nm 23,4; Mt 15,36); grande quantidade (Is 30,26; Pr 24,16; Mt 18,21); totalidade (Ap 1,4); indica séries completas como no Apocalipse: 7 Cartas (Ap 2-3); 7 Selos (Ap 6,1-17); 7 cabeças (Ap 12,3). O Cordeiro imolado recebe 7 dons (Ap 5,12). O sábado é o sétimo dia; Deus fez a Criação em 7 dias; a festa de Pentecostes acontece 7 vezes 7 dias depois da Páscoa. Cada sétimo ano é sabático (descanso para a terra e libertação dos oprimidos – Lv 25) e depois de 7 vezes 7 anos vem o Jubileu. Não se deve perdoar 7 vezes, mas 70 vezes 7 (Mt 18,22). É importante ver que no Apocalipse aparece a metade de 7, isto é 3,5 (Ap 11,9). Às vezes diz-se: um tempo, dois tempos, meio tempo (Ap 12,14; Dn 7,25), isto é três anos e meio. Também pode ser 42 meses (Ap 11,2), é igual a 1.260 dias (Ap 12,6), isto é, sempre a metade de 7. É a duração limitada das perseguições. É o tempo controlado por Deus.
8 (oito): É sete mais um, é como que o transbordar da plenitude. As bem-aventuranças em Mateus são sete mais uma (Mt 5).
10 (dez): Indica grande quantidade (Gn 31,7) ou é simplesmente um número redondo (Mt 25,1). Indica também listas completas. Pelos dez dedos das mãos é fácil lembrar a lista. Indica um tempo limitado; curta duração (Dn 1,12.14; Ap 2,10). Pode indicar também imperfeição: a besta só tem 10 chifres (Ap 12,3).
12 (doze): É o resultado de 4 vezes 3, isto é um número bem completo. É o número da escolha: 12 tribos no AT; 12 Apóstolos no NT; 12 legiões de anjos(Mt 26,53). Os anciãos são 24, isto é: 2 X 12 (Ap 4,4). Os que serão salvos (Ap 7,4) serão 144.000, isto é 12 X 12 X 1000! Número de totalidade (Ap 21,12-14).
40 (quarenta): Número que indica um tempo necessário de preparação para algo novo que vai chegar: 40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12); 40 dias e 40 noites passa Moisés no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10); 40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4, etc.); Jesus jejuou 40 dias antes de começar o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2); a Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois da Ressurreição (Act 1,3). Quando alguém errava, era corrigido com 40 chicotadas (Dt 25,3) e Paulo também recebeu cinco vezes as 40 chicotadas menos uma (2Cor 11,24).
70 (setenta): Jogo de números 10 X 7. Moisés comunica o espírito profético aos 70 anciãos (Nm 11,16-17.24-25). O exílio na Babilónia é interpretado como a duração de 70 anos (Jr 25,11; 29,10; 27,7; 2Cr 36,21; Dn 9). A tradução da Bíblia hebraica para o grego foi feita por 70 escribas e por isso recebeu o nome de LXX ou Septuaginta.
1000 (mil): Uma quantidade tão grande que não se pode contar. Prazo de tempo completo e comprido. Reino de mil anos (Ap 20,2). Ver as combinações: 7 X 1000 (Ap 11,13; 12 X 1000 (Ap 7,5-8); 144 X 1000 (Ap 7,4). É interessante também notar como os hebreus faziam combinações de números. Por exemplo: Abraão fez a Aliança com Deus quando tinha 99 anos (Gn 17,24), assim a Aliança completou o número 100. É o sábado que dá valor aos demais dias da semana, assim transforma os 6 dias (imperfeitos) em 7 dias (perfeito). O único dia da semana que tem um nome. Outro exemplo: seis povos habitavam a Terra Prometida (Ex 3,8). Mas são imperfeitos. Israel será o sétimo povo, aquele que tornará a terra perfeita (7). Ver também o jogo num rico feito na elaboração de alguns provérbios (Pr 6,16-19; 30,15-33).
Interessante é saber que os israelitas escreviam os seus números com letras alfabéticas (não tinham vogais). Assim podia-se escrever um nome com um valor numérico genial. Por exemplo, Mateus divide a genealogia de Jesus em três grupos de 14 gerações. Ora, o número 14 é o resultado das somas das letras do nome de David (d + w + d): 4 + 6 + 4 = 14. Então Jesus é três vezes David, é o David por excelência.
Em Ap 13,18, o famoso número da "besta do Apocalipse" é 666, que provém da soma das consoantes hebraicas (n + w + r + n + r + s + q) de KAISAR NERON:Imperador Nero, o grande perseguidor dos cristãos (100 + 60 + 200 + 50 + 200 + 6 + 50 = 666). Ou "César Deus", no grego.
No capítulo 17 do Evangelho de João, a palavra "mundo" aparece 18 vezes, isto é: 6 + 6 + 6. Ora, para João não é a terra ou o mundo - como nós entendemos hoje - que era mau. "Mundo"significava: o sistema, ou seja, aqueles que não aceitavam Jesus (podiam ser os judeus do Templo ou também os romanos).
No capítulo 9 do Evangelho de João, o verbo "abrir" aparece 7 vezes, justamente no relato em que Jesus abre os olhos ao cego; um sinal importante no quarto Evangelho.
Muitas vezes, no AT, fala-se de personagens que viveram idades incrivelmente avançadas (Matusalém viveu 969 anos: Gn 5,27; Noé viveu 950 anos: Gn 9,29). Neste caso os números têm um valor simbólico. Querem indicar que estas foram pessoas importantes, fiéis a Deus, e que a época em que elas viveram foi de muito valor. Quanto maior o número de anos, mais importante essa pessoa foi diante de Deus.
Outro exemplo: na expressão "filhos de Israel" temos também um exemplo de como os escritores bíblicos gostavam de fazer os jogos de palavras baseadas no valor numérico das letras do alfabeto hebraico. Em laer’f.yI ynEB. (filhos de Israel), a soma dos valores das consoantes é: 2 + 50 + 10 + 10 + 300 + 1 + 30 = 603. Isto é a cifra da multidão do primeiro total do povo no recenseamento antes de partir em direção ao Sinai: 603.550 (Nm 1,46; 2,32). É o mesmo número dos homens que deixaram o Egito (Ex 12,37)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os 12 Passos do Amor Exigente



No ano passado,tivemos reunião com ,Pais,Catequistas e Padre,como já de costume em nossa Paróquia.

Nessa reunião ,foram abordados diversos assuntos,referentes a participação dos Pais na Catequese de seus filhos,porém nosso Padre refletiu muito  com os Pais os 12 Passos do Amor Exigente.E foi uma reunião bastante comentada depois pelos pais.Falaram que nunca tinham visto a educação de seus filhos principalmente desta maneira.
Então vamos lá!Conhecer esse Amor Exigente?

Os 12 princípios do Amor-Exigente (AE) , expressos a seguir, norteiam os grupos de apoio a familiares, responsáveis e jovens. Eles são um guia para uma maneira de viver e de administrar a família.

A versatilidade dessa proposta é extraordinária!


Traduzindo o Amor-Exigente por Amor-Disciplina e analisando a expressão, vemos um casamento perfeito. O amor vem antes, mas fica, exatamente, no mesmo nível de importância da Exigência e da Disciplina.



1° PRINCíPIO: RAíZES CULTURAIS. 

O problema dos pais, dos familiares e, o problema dos jovens tem Raízes Culturais.

O mundo muda rapidamente propagando a anticultura, o anti-herói... É preciso refletir, questionar, antes de tomar qualquer posição. É preciso lembrar que princípios de integridade moral e ética são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.

2° PRINCíPIO: OS PAIS TAMBÉM SÃO GENTE. 

Os pais são humanos e são apenas pais. Não são super-beróis nem, se tornam perfeitos ao se tornarem pais. Devem assumir tranqüilamente suas limitações, suas fraquezas, conscientes de que, em sua função de pais, com sua experiência, vivência e amor por seus filhos, são insubstituíveis.

3° PRINCíPIO: OS RECURSOS SÃO LIMITADOS. 

Avalie e conheça seus próprios limites físicos, emocionais e econômicos. Ensine o. respeito aos próprios limites. Aprenda a dizer não. O amor, a maturidade e a disposição dos pais vencem a rebeldia dos filhos.

Lembre-se: educar bem os filhos é tirar de dentro deles o melhor que têm a oferecer. É fazê-los entender deveres e responsabilidades, levando em conta que eles aprendem facilmente a obter direitos e vantagens.


4° PRINCíPIO: PAIS E FILHOS NÃO SÃO IGUAIS. 

Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos.

Pai é guia, orientador, legislador: deve conduzir o filho, criando regras que sejam respeitadas e que vão prepará-lo para enfrentar o mundo. Não estamos pregando o autoritarismo. Falamos da autoridade de adultos coerentes, competentes, que querem o melhor para o desenvolvimento completo da personalidade do filho.

Estamos tratando de disciplina ministrada por pais que dirigem o lar com firmeza e sabedoria, buscando proteger e orientar o filho, alicerçados em valores morais e éticos nos quais acreditam.

5º. PRINCíPIO: CULPA. 

A culpa torna as pessoas indefesas, paralisa e a impede de toda forma de ação.

Para resolver um problema, uma situação inaceitável, é preciso libertar-se de qualquer tipo de emoção negativa, fazendo sua parte de modo mais completo possível, consciente de ter cumprido o seu papel... E sem nenhum sentimento de culpa, auto-piedade ou raiva, estar livre de agir e deixar os filhos arcarem com as consequências de seus próprios comportamentos.


6º. PRINCÍPIO: COMPORTAMENTO. 

O comportamento dos filhos afeta os pais e o comportamento dos pais afeta os filhos.

Existem muitos instrumentos de destruição, que são usados pelos pais: indignação expressa em voz estridente, as acusações irresponsáveis, repreensões, lágrimas, histeria, orgulho... Todas são armas mortíferas que matam o amor e o respeito, destruindo também quem as utiliza. É preciso manter-se equilibrado, ser sóbrio para exigir sobriedade e, assim, como dono de sua casa, conduzir sua própria família no rumo certo.

7° PRINCíPIO: TOMADA DE ATITUDE. 

Na educação dos filhos, sabe-se que o quanto é prejudicial tomar atitudes sem firmeza e perseverança.

É dever dos pais agir prontamente ao tomar conhecimento do comportamento inadequado do filho, corrigi-lo segundo a maior ou menor gravidade da situação, assumindo posições claras e bem definidas.

Caminhe junto, acredite, fortaleça e anime seu filho, mas, sobretudo, busque uma nova qualidade de vida.

8° PRINCíPIO: A CRISE. 

Assumir posições, fechar questão, acarreta crise que, se bem administrada, gera a mudança necessária. É preciso ter coragem e disposição para mudar e ser capaz de amar seus filhos de modo a fazer o que precisa ser feito, sem pena deles ou de si próprio.

Pais definem seus alvos, fixem propriedades, formulem um plano de ação e o executem.
Administrem a crise sem medo, controlando cada regra, cada limite estabelecido, fazendo sua parte para solucionar o problema.

Por causa disso, ou apesar disso, sejam felizes!

Vivam e deixem seu filho viver experimentando as consequências do que faz.

9º. PRINCÍPIO: GRUPO DE APOIO. 

Sozinhos, sem compartilhar experiências, os pais se sentem perdidos e amedrontados. Entretanto, unidos e reunidos em grupos, encontrarão novos caminhos.

O grupo de apoio ajuda a refletir sobre as dificuldades e as limitações de cada um.

Oferece diferentes alternativas e encoraja através do generoso relato da experiência de cada membro.

Os participantes elevam-se além dos seus próprios problemas para ajudar o outro e, conseqüentemente, todos saem do grupo com novas esperanças.

10° PRINCÍPIO: COOPERAÇÃO. 

A essência da família repousa na cooperação. Poupar e impedir o filho dessa participação é erro freqüente nas famílias. A cooperação nasce da afetividade entre os membros da família e é a semente da cidadania.

Assim sendo, os filhos só terão direitos a reivindicar, quando, com postura madura e séria, se tornam membros cooperadores do grupo familiar.

11º. PRINCIPIO: EXIGÊNCIA E DISCIPLINA.

Aquilo que não se aprende em casa; a vida ensina a duras penas. Dura para os pais e para os filhos. Devemos ordenar e organizar com verdadeira disciplina o rumo que queremos dar à nossa vida e à vida da família, começando por pequenas coisas para chegar às grandes mudanças.

Se seu filho não pediu para nascer... Você também não pediu para que ele fosse como é; vocês foram colocados um na vida do outro e têm, cada qual a seu modo, ­direitos e deveres. Não têm, no entanto, o direito de se destruírem mutuamente.

O Amor-Exigente não expulsa os filhos de casa. A proposta não é essa. A escolha é a opção do próprio filho. Depois de ter tentado tudo para controlar o comportamento inadequado do filho, chegando ao limite máximo dos pais ou da família, ao não querer. adequar-se, ele mesmo estará escolhendo deixar a casa e viver por sua própria conta e risco.

12º. PRINCÍPIO: O AMOR. 

Esse é nosso principio básico e deve estar sempre intimamente ligado a todos os outros.

No Amor-Exigente, amar é um grande desafio. É uma decisão! Decisão de ser a pessoa certa para si mesmo e para o mundo onde vive; É um amor aberto traduzido em gestos e atitudes de querer o bem do outro.

O verdadeiro, amor tem compromisso com valores maiores do que a satisfação de desejos.
É nestes passos que a família conseguirá ser curada, para poder oferecer cura ao seu familiar!

Lembramos,que o Amor de Deus por nós é Incondicional,porém é um Amor Exigente!
Deus nôs Ama....mas exige de nós Mudança!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O Saber do Catequista



-Para o exercício do ministério do catequista é preciso criar o hábito constante do estudo,para não cair no comodismo e na repetição de conteúdos decorados.
-Requer do catequista um olhar crítico dos problemas e dificuldades pessoais,familiares e sociais,convertendo-se num especialista em humanidade,comunicador de valores e orientador da vida.
-Conhecimento,estudo,reflexão,aprofundamento da Palavra de Deus:a Bíblia é fonte de catequese e ,portanto,indispensável na formação."A Sagrada Escritura deverá ser a alma da formação"(DGC 240).
-A prática da Leitura Orante da Palavra de Deus para o catequista deve ser um cultivo diário.Usando este método o catequista assume "ter os mesmos sentimentos que animavam Jesus"(Fl 2,5).
-Conhecimento dos elementos básicos que se referem ao núcleo de nossa fé (credo,mandamentos,sacramentos,Pai Nosso),destacando a centralidade da pessoa de Jesus Cristo e seu Mistério Pascal.
-Conhecimento dos documentos fornecidos pela Igreja Católica: CNBB,Regional,Diocese,Paróquia (encíclicas,documentos catequéticos como  Diretório Geral para a Catequese,Diretório Nacional de Catequese,Iniciação à Vida Cristã número 97,Catequese Renovada número 26,e outros).
-Conhecimento dos problemas referentes à Ecologia e Meio Ambiente e suas conseqüências na construção da "casa comum da humanidade".
-Familiaridade com as ciências humanas,sobretudo a pedagogia e a psicologia:o catequista adquire o conhecimento da pessoa humana e da realidade em que vive.
-Conhecimento suficiente da pluralidade cultural(saber como o povo vive,no contexto social,político,econômico) e religiosa: uma visão realista e crítica da história local,regional,nacional,continental e universal,e das mudanças que ocorrem na sociedade.Perceber nesta realidade as mudanças de época para que haja uma verdadeira enculturação.
-Conhecimento da realidade local:perceber as Forças existentes em cada pessoa que motiva o crescimento na fé e na vida,as Oportunidades oferecidas na comunidade que permitem o desenvolvimento da vida,as Fraquezas percebidas que precisam ser enfrentadas para ajudar as pessoas a viverem melhor,as Ameaças que impedem a comunidade de crescer.
-Conhecimento das diretrizes e orientações pastorais da arquidiocese e da paróquia.
                                                         O Saber Fazer do Catequista




-Ser competente em sua ação catequética,superando a improvisação e a simples boa vontade.
-Utilizar a pedagogia (arte de ensinar) do "aprender fazendo",isto é, uma aprendizagem onde todos têm a oportunidade de manifestar suas capacidades,suas habilidades,seus dons,sempre com criatividade.
-Comunicador por excelência:um mediador das relações interpessoais,criando espaço privilegiado de ajuda e crescimento.As relações passam pela experiência do diálogo,da partilha,da amizade,da convivência entre os grupos de trabalho,celebrações,festas,etc.Jesus criou espaços de relação afetuosa,acolhedora,misericordiosa,que permitiam às pessoas uma maior aproximidade.É preciso,também,saber aproveitar os meios de comunicação(TV,jornais,internet,CD,DVD...).
-Desenvolver habilidades de como saber transmitir um conhecimento.Para isso,necessita de uma boa metodologia,inspirada no princípio da  interação fé e vida(CR 113-117).Dar ênfase a memorização,formulações e da comunidade como lugar visível da fé e da vida.-Planejar todas as atividades,evitando improvisações.Para isto é preciso envolver pároco,pais,catequistas,catequizandos,comunidade.No final de cada época fazer uma avaliação de todas as atividades,levando em conta as dificuldades apresentadas e possíveis soluções para uma melhor caminhada da catequese.É  importante que,em cada par´quia,haja um planejamento catequético anual,constando objetivos,prioridades e cronograma.
-Dar ênfase à Celebração Litúrgica,percebendo a íntima relação existente entre Catequese e Liturgia.O catequista precisa ser o primeiro a testemunhar um grande amor à Eucaristia,e transmitir esse amor aos seus catequizandos.É indispensável ao catequista a participação na Missa Dominical,passando este valor aos catequizandos.
-Preparar com carinho e responsabilidade cada encontro catequético,levando em conta o método Ver,Iluminar,Agir,Celebrar  e Avaliar.Caso precisar ,pedir ajuda ao grupo de catequistas para um estudo conjunto dos temas.
-Compreender,não só de forma intelectual,os ritos,os símbolos,os sinais,palavras,usados nas celebrações litúrgicas,mas vivenciá-los na prática.

                                                                  Conclusão

Catequista,Jesus o chama e Ele quer que você vá ao seu encontro.Sua resposta feita com alegria e amor chega aos corações dos catequizandos,para serem felizes e crescerem na fé."Não foram vocês que me escolheram,mas fui Eu que escolhi vocês.Eu os destinei para ir e dar fruto,e para que este fruto de vocês permaneça"(Jo 15,16).