"Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda."João 15,16

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Êxodo: Deus liberta e forma seu povo

                                                                                                              Lição 11


Vamos avançando em nosso curso. Vou dar uma dica: não adianta ficar só no contexto, temos que ir ao texto. Por isso, devemos ler o livro bíblico também, se estou refletindo sobre o livro do Gênesis, tenho que lê-lo. Desta forma, estaremos fazendo um belo trabalho. Neste encontro vamos percorrer o livro do Êxodo, que se localiza no Pentateuco, e é o segundo livro da Torá.

A palavra êxodo significa saída. O livro tem esse nome porque começa narrando a saída dos hebreus da terra do Egito, onde eram escravos.
Quem desconhece a mensagem do Êxodo jamais entenderá o sentido de toda a Bíblia, pois a ideia que se tem de Deus, tanto no Primeiro como no Segundo Testamento, está fundamentada nesse livro. Com efeito, sua mensagem central é a revelação do nome do Deus verdadeiro: JAVÉ. Embora de origem discutida, no Êxodo esse nome está intimamente ligado à libertação da opressão do Egito. Javé é o único Deus que ouve o clamor do povo oprimido e o liberta, para com Ele estabelecer uma relação de Aliança e dar leis que transformam as relações entre as pessoas, fundando uma comunidade de onde é assegurada a vida, a liberdade e a dignidade. Assim, o homem só estará nomeando o verdadeiro Deus, se o considerar efetivamente como o libertador de qualquer forma de escravidão, e se colocar a serviço da libertação em todos os níveis de sua vida. Só Javé é digno de adoração. Qualquer outro deus é um ídolo, e deve ser rejeitado. Percebemos aí um convite a escolher entre Deus e os ídolos, escolha que leva a viver na liberdade ou, pelo contrário, a cultuar e servir toda forma de opressão e exploração.
A pergunta fundamental do livro do Êxodo é a seguinte: “Qual é o verdadeiro Deus?” A resposta que nele encontramos é a mesma que a parece em toda a Bíblia, e principalmente na pregação, atividade e pessoa de Jesus. O livro do Êxodo é, portanto, de suma importância para entendermos o que significa Jesus como Filho de Deus e para sabermos o que é o Reino de Deus. Sem este livro, a Bíblia perderia o seu ponto de partida para nos levar até Jesus Cristo e podermos com Ele construir o Reno e sua justiça.

Amigos Catequistas, a Palavra de Deus nos purifica a cada encontro e experiência. Desejo a todos muita força na caminhada e que neste Advento possamos construir uma manjedoura de amor, paz e esperança.
Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.
Org. sem. Alex Sandro Serafim.

Questões para reflexão:

a)   O que significa “êxodo”?
b)   Qual o centro do livro do Êxodo?
c)    Qual é a importância do livro do Êxodo?
d)   Ler e comentar Ex 3,1-22.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Gênesis: origem do mundo e do povo de Deus

                                                                                                                                                                                           Lição 10


O caminho da sabedoria bíblica é árduo, longo e de muita disciplina. Por isso, o Espírito Santo e Nossa Senhora, que é a mulher da Palavra, precisam ser presentes no nosso curso panorâmico. Vamos começar neste encontro o nosso contato com os Livros Sagrados. Não podemos nos enganar, e pensar que só com o nosso curso já está bom o nosso conhecimento bíblico, pelo contrário, temos que ir além, ir mais fundo no conhecimento bíblico. Hoje, começaremos com o livro do Gênesis.

Gênesis é o nome dado ao primeiro livro da Bíblia. Essa palavra significa começo, nascimento. De fato, o livro conta o aparecimento do mundo, da história e do povo de Deus. Podemos distinguir aí três partes.

A primeira parte é composta pelos capítulos 1-11. Os dois primeiros capítulos narram a criação do mundo e do homem por Deus. São duas “histórias” para apresentar a grandiosidade do homem e da mulher. Eles são o ponto mais alto e o centro de toda a criação. Feitos à imagem e semelhança de Deus, possuem o dom da criatividade, da palavra e da liberdade. Os capítulos 3-11 mostram a história dos homens e do processo humano dominado pelo pecado. Não querendo submeter-se a Deus, o homem quebra o relacionamento consigo mesmo, com o irmão, com a natureza e com a comunidade, reduzindo a convivência a uma confusão (Babel).

A segunda parte é formada pelos capítulos 12-36. Conta a história dos patriarcas. Com eles começa a comunidade de Israel que, dentro do mundo, será a portadora da Aliança de Deus e os homens. A vocação de Israel é ser uma comunidade que tem Deus como único Senhor, o homem como irmão e as coisas criadas como dons partilhados entre todos. Essa comunidade terá como missão mostrar o caminho que leva a humanidade a descobrir e viver o projeto de Deus.

A terceira parte, composta pelos capítulos 37-50, apresenta a história de José, preparando assim o relato do livro do Êxodo. Essa história comovente prepara a ação mais grandiosa de Deus entre os homens: a libertação de um povo da escravidão.

Portanto, queridos Catequistas, demos um panorama do Gênesis, agora cabe a nós fazermos um aprofundamento deste livro e todo o Pentateuco. Fica registrada a minha alegria e esperança em perceber que muitos estão perseverando em nosso curso. Contem com as minhas orações! 


Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.

Org. Sem. Alex Sandro Serafim


Para refletir e memorizar:

a) O que significa “Gênesis”?

b) Quais as três grandes partes do livro do Gênesis e do que tratam?

c) Ler e comentar Gn 12, 1-9.

d) Estamos no décimo encontro: qual a sua fidelidade e comprometimento até agora?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O que é o Pentateuco

                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Lição 09

Pentateuco é uma palavra grega que significa “cinco livros”.São os cinco primeiros livros da Bíblia,isto é:Gênesis. Êxodo,Levítico,Números e Deuteronômio. Os judeus chamam esta parte da Bíblia com o nome de Torá, que significa Lei.
Os livros do Pentateuco falam da formação do mundo, da humanidade e do povo escolhido por Deus. As histórias e leis aí contidas foram sendo escritas durante cinco séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições mais antigas, que vieram desde os tempos de Moisés.
As histórias sagradas mostram como e por que o Deus que se revelou, na sarça ardente, a Moisés, com o nome de Javé, é o único Deus verdadeiro. Foi Ele que tirou o povo de escravidão do Egito e o conduziu, através do deserto, até a terra de Canaã, para aí estabelecer uma comunidade que fosse livre e fraterna. Refletindo sobre esse Deus livre e que liberta, os escritores do Pentateuco descobrem que Ele é também o Deus dos patriarcas, o Deus que está presente na humanidade, e Aquele que criou tudo o que existe.
As leis que aparecem nesse primeiro conjunto da Bíblia são leis muito antigas, e muitas delas parecem estranhas para nós. Mas todas elas giram em torno de um núcleo central fora do qual elas perdem o sentido: são leis dadas por um Deus livre, que quer a vida e a liberdade do homem, tanto na sua vida pessoal como comunitária.
Jesus, que veio trazer a libertação e a vida em plenitude, não aboliu, mas aprofundou o espírito dessas leis. E Ele próprio apresentou um resumo de toda a Lei: “Tudo o que vocês desejam que os homens façam a vocês, façam vocês a eles. Pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7,12).
Queridos blogueiros da Catequese, a cada lição é deixado algumas perguntas para responder e refletir. São perguntas fáceis, que não precisam de pesquisa ou um aprofundamento. Assim, já o são para facilitar a nossa vida, porque sabemos que a maioria tem família, emprego ou estudam. Mas, é necessário responder e memorizar, somente desta forma aprenderemos nossa lição. Vocês podem contar comigo para responder as dúvidas mais especificas, e também, com a minha singela oração.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.
Org. sem. Alex Sandro Serafim.

Para refletir e memorizar:

a)    O que significa a palavra “Pentateuco”?
b)   Como os judeus chamam os cinco primeiros livros da Bíblia?
c)    O que encontramos nos cinco primeiros livros da Bíblia?
d)   Ler e comentar Gn 22, 1-19; Ex 23, 1-9.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Como se divide o Primeiro Testamento?

                                            Lição 09

Em nosso curso parece que vamos dando voltas, estamos sempre trazendo à tona questões que já passamos.  Mas, quando se trata sobre as Escrituras as coisas são dinâmicas e vivas. Por isso, vamos examinar com mais detalhes a divisão do Primeiro Testamento.

O Primeiro Mandamento é uma biblioteca de 46 livros, onde encontramos as experiências, individuais e coletivas, do povo de Israel com Deus. Esses livros formam quatro grandes blocos ou tipos de escritos: o Pentateuco, os livros históricos, os livros poéticos e sapienciais e os livros proféticos.

O Pentateuco compreende os cinco primeiros livros da Bíblia. Aí temos a criação do mundo e do homem, a formação do povo de Israel, sua libertação e condução através do deserto para uma terra, e as normas básicas que devem reger uma sociedade justa e fraterna. O Pentateuco é chamado pelo judeus de Torá.

Os livros históricos mostram os diversos momentos da vida do povo de Israel na terra prometida e no exílio: suas grandezas e lutas e as consequências práticas de sua fidelidade ou infidelidade ao Deus da Aliança.

Os livros poéticos e sapienciais apresentam a reflexão de Israel a partir das experiências concretas da vida. Tais livros tratam dos problemas que surgem na vida de cada um e que exigem um discernimento, para que se possa encontrar sentido e realização na vida.

Os livros proféticos são uma crítica profunda do presente, para abrir caminhos para o futuro. Antes do exílio, os profetas criticam as estruturas políticas, econômicas, sociais e religiosas injustas e opressoras, exigindo mudanças radicais para que se instaure uma sociedade segundo a justiça e o direito. Após o exílio da Babilônia, eles são anunciadores de consolação e esperança no Senhor, para que o povo de Israel possa reconstruir sua história conforme o projeto da Aliança com Deus.

Amigos Catequistas, ao longo do curso vamos solidificando nossos conhecimentos e melhorando sempre mais no estudo e na oração com a Palavra de Deus. Exorto-vos que continueis em frente em nosso curso.

Encontramo-nos na Eucaristia a na oração.
Org. sem. Alex Sandro Serafim.



Para refletir e memorizar seus estudos:

a)      Quantos livros tem o Primeiro Testamento?
b)      Como se divide o Primeiro Testamento?
c)      Procure na Bíblia onde começam e terminam as diversas partes do PT.
d)      Ler Ecl 3,1-8. A que parte do PT pertence este livro?

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O que é o Primeiro Testamento


Lição 08


A Bíblia cristã tem duas grandes partes: o Primeiro e o Segundo Testamento. A mesma palavra grega significa tanto aliança como testamento. Poderíamos, então, dizer: Primeira e Segunda Aliança. O Primeiro Testamento é uma coleção de livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. Portanto, o Primeiro Testamento é a história de um povo. Narra como ele surgiu, como viveu escravo no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais as relações que teve com outras nações, como estabeleceu as suas leis, a sua religião. Apresenta seus costumes, sua cultura, seus conflitos, derrotas e esperanças.
Mas essa parte da Bíblia é, antes de tudo, a história desse povo em aliança com Deus. Nada do que se conta no Primeiro Testamento a respeito de Israel está desligado do seu relacionamento com Javé[1], o nome com que Deus se revelou.O Primeiro Testamento conta como esse povo se comportou em relação à Javé. Mostra qual o projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse plano de Deus. Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a vida e a liberdade.
Vendo como Israel foi fiel ou não a esse plano e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, chamada Segundo Testamento.
Que nossos Catequistas, estamos caminhando no curso panorâmico da Bíblia. Vão estudando, refletindo, rezando e aplicando a Palavra de Deus. Continuem firme! E não se esqueçam de ir montando sua apostila bíblica.
Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.
Org. sem. Alex Sandro Serafim


Para refletir:
A)   Como se chamam as duas grandes partes da Bíblia?
B)   O que significa testamento?
C)   O que encontramos no Primeiro Testamento?
D)   Ler e comentar Ex 20,1-17.





[1]Javé é a tradução do latim JHVH, que na grafia original hebraica é o tetragrama sagrado YHVH, o nome sagrado impronunciável pelos judeus. Por causa disto os biblistas sérios não pronunciam o nome Javé quando leem as Escrituras, no lugar usam “Senhor”.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A estrutura corporal da Bíblia II

No estudo passado a nós vimos à estrutura do Primeiro Testamento. Neste, vamos ver a do Segundo Testamento, que também tem os seus blocos: Evangelhos e os Atos dos Apóstolos, Cartas de Paulo, Cartas Católicas e o Livro da Revelação, chamado de Apocalipse. Este será o nosso último artigo sobre partes introdutórias, depois vamos entrar em assuntos dos Testamentos. São, ao todo,27 livros.

Primeiro temos os três Evangelhos sinópticos que São Mateus, com 28 capítulos e 1071 versículos;  São Marcos, com 16 capítulos e 678 versículos;  São Lucas, com 24 capítulos e 1151 versículos; são chamados sinópticos devido a conterem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência, e algumas vezes, utilizando exatamente a mesma estrutura de palavras. Fechando o bloco dos Evangelhos temos João, com 21 capítulos e 879 versículos.

Agora, vamos ver as Cartas Paulinas, começaremos por Romanos, com 16 capítulos e 433 versículos; I Coríntios, com 16 capítulos e 437 capítulos; II Coríntios, com 13 capítulos e 256 versículos; Gálatas, com 06 capítulos e 149 versículos; Efésios, com 06 capítulos e 155 versículos; Filipenses, 04 capítulos e 104 versículos; Colossenses, com 04 capítulos e 95 versículos; I Tessalonicenses, com 05 capítulos e 89 versículos; II Tessalonicenses, com 03 capítulos e 47 versículos; I Timóteo, com 06 capítulos e 113 versículos; II Timóteo, com 04 capítulos e 83 versículos; Tito, com 03 capítulos e 46 versículos; e por último, Filemon, com 01 capítulo e 25 versículos. Não podemos esquecer-nos dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, que seria uma continuação do livro de Lucas, que é composto de 28 capítulos e 1007 versículos.

As Cartas Católicas, este nome não tem haver com a Igreja Católica, é usada essa nomenclatura para dizer que não é apenas para as comunidades cristãs, mas para todos os povos. Elas começam pela carta aos Hebreus, com 13 capítulos e 303 versículos; Tiago, com 05 capítulos e 108 versículos; I Pedro, com 05 capítulos e 105 versículos; II Pedro, com 03 capítulos e 61 versículos; I João, com 05 capítulos e 105 versículos; II João, com 04 capítulos e 13 versículos; III João, com 01 capítulo e 15 versículos; Judas, com 01 capítulo e 15 versículos. Finalizando, temos o livro do Apocalipse, com 22 capítulos e 404 capítulos.

Queria agradecer aos nossos blogueiros da Catequese, e dizer, vamos buscar a perseverança em nossos estudos: meditar, refletir, rezar e contemplar a Palavra de Deus. Não esqueçam que a Palavra é um alimento espiritual.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.

Org. sem. Alex Sandro Serafim.

Para memorizar:
a)    Escreva todas as siglas bíblicas do Segundo Testamento até memorizá-las.
b)   Busque memorizar a ordem Bíblica do Segundo Testamento.



terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Catequese no processo da Iniciação Cristã

No novo Plano de Pastoral, houve uma equivalência no ano de entrada das crianças na Catequese. Isso exigirá dos Padres, Catequistas e Famílias um cuidado maior com as crianças que ainda não completaram esta data regulamentar. Agora não vamos ter mais divergências entre paróquias, temos uma norma regulamentar de início catequético a cumprir. Mas, vamos ao documento diocesano:

192 = Antes de iniciar o processo específico de preparação ao Sacramento da Eucaristia, as comunidade organizem atividades com as crianças, como: celebrações especiais, infância missionária, serviço de coroinhas, encontros esporádicos com temas específicos e outras atividades. (pode-se fazer teatrinhos, oficinas (desenhos, pinturas, cera), fantoches, passeios de evangelização, piqueniques bíblicos, cineminha de Jesus).

193 = A Catequese da Eucaristia I deverá iniciar no ano em que a criança completar 09 anos de idade.

194 = A Catequese em preparação para a Primeira Eucaristia das crianças será de, no mínimo, dois anos litúrgicos (pode-se se usar o método neocatecumenal(RICA) [1]), com a participação no estudo dos temas abordados nos roteiros da catequese de Eucaristia – etapa I e II da Diocese de Criciúma e outros temas e celebrações conforme os temos litúrgicos.

195 = Para receber o Sacramento da Crisma o(a) catequizando(a) deverá ter participado do estudo dos temas abordados nos roteiros de Catequese da Crisma, etapa I e II da Diocese de Criciúma, no período mínimo de dois anos litúrgicos e outros temas e celebrações conforme os tempos litúrgicos.

Com as crianças chegando mais tarde na Catequese e as famílias deixando a desejar como a igreja doméstica, nossos desafios serão maiores nesse primeiro encontro com as crianças. A saída, portanto, é fazer um bom trabalho de base com as crianças e suas famílias. Vale lembrar que as notas em vermelho são grifos do autor do texto, não faz parte do original do Plano Diocesano.

Força e coragem Catequistas!
Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.
Sem. Alex Sandro Serafim.









[1]Ritual de Iniciação Cristã de Adultos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A estrutura corporal da Bíblia I



No nosso penúltimo encontro introdutivo vamos falar da estrutura bíblica, ou seja, como esta dividida a Bíblia. Sabemos que a Bíblia tem dois grandes blocos: o Primeiro Testamento e o Segundo Testamento, que antigamente eram chamados de Velho e Novo Testamento. E dentro desses dois blocos ainda temos mais divisões. Tudo para facilitar a leitura, reflexão, hermenêutica e exegese do leitor espiritual.

O Primeiro Testamento tem 46 livros, divididos em cinco pequenos blocos: Pentateuco (que é a Torá), os Livros Históricos, os Livros Poéticos e Sapienciais, os Profetas Maiores e os Profetas Menores. O Pentateuco é composto cinco livros, que começa por Gênesis, com 50 capítulos e 1533 versículos; Êxodo, com 40 capítulos e 1213 versículos; Levítico, com 27 capítulos e 589 versículos; Números, com 36 capítulos e 1288 versículos; e o terror dos leitores, Deuteronômio, com 34 capítulos e 959 versículos.
Os Livros Históricos são compostos por 16 livros. Josué, com 24 capítulos e 658 versículos; Juízes, com 21 capítulos e 619 versículos; Rute, com 04 capítulos e 85 versículos; I Samuel, com 31 capítulos e 811 versículos; II Samuel, com 24 capítulos e 695 versículos; I Reis, com 22 capítulos e 817 versículos; II Reis, com 25 capítulos e 719 versículos; I Crônicas, com 29 capítulos e 942 versículos; II Crônicas, com 36 capítulos e 822 versículos; Esdras, com 10 capítulos e com 280 versículos; Neemias, com 13 capítulos e com 406 versículos; Tobias, com 14 capítulos e com 297 versículos; Judite, com 16 capítulos e 340 versículos; Ester, com 10 capítulos e 167 versículos; I Macabeus com 16 capítulos e 926 versículos, e II Macabeus, com 15 capítulos e 595 versículos.
Os Livros poéticos e Sapienciais são 07 ao todo. Começamos Pelo livro de Jó, com 42 capítulos e 1070 versículos; os Salmos, com 150 capítulos e 2461 versículos (maior livro da Bíblia em capítulos e versículos); Provérbios, com 31 capítulos e 915 versículos; Eclesiastes (também conhecido como Coélet), com 12 capítulos e com 222 versículos; Cântico dos Cânticos (também conhecido como Cantares), com 08 capítulos e 117 versículos; Sabedoria, com 19 capítulos e 435 versículos; e por fim Eclesiástico (também conhecido como Sirácida), com 51 capítulos e 1592 versículos.
Agora vamos ver a estrutura bíblica dos Profetas Maiores que são 06 livros. O primeiro livro é Isaías, com 66 capítulos e 1292 versículos; Jeremias, com 52 capítulos e 1364 versículos; Lamentações, com 05 capítulos e 154 versículos; Baruc, com 06 capítulos e 213 versículos; Ezequiel, com 48 capítulos e 1273 versículos; e Daniel, com 12 capítulos e 1273 versículos.
Por último, os Profetas Menores, que são chamados assim não por serem homens pequenos, mas pelo tamanho de seus livros, e ao todo são 12 livros. Oséias, com 14 capítulos e 197 versículos; Joel, com 04 capítulos e 73 versículos; Amós, com 09 capítulos e 146 versículos; Abdias, com 01 capítulo e 21 versículos; Jonas, com 04 capítulos e 48 versículos; Miquéias, com 07 capítulos e 105 versículos; Naum, com 03 capítulos e 47 versículos; Habacuc, com 03 capítulos e 56 versículos; Sofonias, com 03 capítulos e 53 versículos; Ageu, com 02 capítulos e 38 versículos; Zacarias, com 14 capítulos e 211 versículos, e Malaquias com 04 capítulos e 55 versículos.

Queridos Blogueiros da Catequese, como vocês perceberam, nossa Bíblia é cheia de riquezas, onde muitas pessoas trabalharam para melhor expressar a vontade de Deus. Cabe a nós, com afinco, estudá-La, não para tramar confusão, preconceito e desvio na cabeça das pessoas, mas sim, para levar pessoas ao Céu. Não faça como muitos que usam a Palavra do Senhor para a sua conveniência, para atacar os outros, esse não é o papel da Bíblia. O papel da Bíblia é revelar o Amor de Deus por nós, e com isso encontrarmos seu filho Jesus Cristo, a Palavra que se encarnou.

Para memorizar:

Escreva por blocos os livros do Primeiro Testamento em forma de siglas e as memorize. Por exemplo: Gn, Ex, Lv... Faça isso por 20 vezes.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.
Org. sem. Alex Sandro Serafim.




terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que é o cânon da Bíblia?

As pessoas perguntam muitas vezes se a Bíblia sempre teve esse formato literário, com todos os livros já em ordem, seguindo uma estrutura, uma ordem, tudo bonitinho, separadinho...  Eu digo não! Somente por volta dos anos 400 dC. que foi fechado o cânon, depois que a Igreja travou uma batalha com Marcião de Sínope, com a heresia marcionista, onde só aceitava o Evangelho de Lucas e as dez cartas de Paulo. O Primeiro Testamento para ele não poderia entrar no cânon porque apresentava um Deus muito sangrento, diferente do Deus amoroso do Segundo Testamento. Então, depois dessa disputa com os Padres da Igreja, se consolidou o cânon de temos hoje. Mas, vamos saber mais sobre a palavra cânon.
Cânon é palavra ligada a “cana”. Os antigos usavam uma “cana” em lugar do nosso metro. Era instrumento de medida. Quando se fala de cânon da Bíblia se quer falar do critério usado para aceitar como inspirados os livros da Bíblia. Tanto no tempo do Primeiro Testamento quanto no tempo do Segundo Testamento, havia muitos “candidatos” a ser considerados inspirados por Deus, os que não entraram no cânon são chamados de apócrifos. Qual foi o critério, “a medida”, o cânon para aceitá-los como Palavra de Deus?
O processo de “canonização” dos livros que hoje compõem o Primeiro Testamento foi longo e difícil. Os hebreus de Jerusalém aceitavam somente os textos em hebraico. Os judeus de Alexandria, no Egito, que formavam uma grande comunidade judaica, aceitavam também os sete escritos em grego (Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, Tobias, Judite e os dois livros dos Macabeus), hoje conhecidos como os deuterocanônicos. No tempo de Jesus, e no começo da igreja primitiva, o cânon mais longo já tinha sido aceito e fazia parte da famosa Bíblia grega chamada de Septuaginta ou Setenta (LXX).
Tirando a saga com Marcião e as centenas de vezes que as Escrituras originais foram mantidas em segredo para não serem alteradas, o cânon do Segundo Testamento teve menos problemas para ser aceito. Não havia dúvidas quanto aos Evangelhos, a não ser em relação a alguns trechos, como a passagem da adúltera (Jo 8,1-11) e as conclusões de Marcos (16,9-20) e de João (capítulo 21). As dúvidas maiores diziam respeito a outros livros do Segundo Testamento (Hebreus, a carta de Tiago, a II carta de Pedro, a carta de Judas, a II e a III carta de João, bem como o Apocalipse).
Queridos Catequistas e simpatizantes do nosso Blog, como vocês notaram, nossa Bíblia não caiu do céu prontinha como muitos acham, teve muita luta, muito trabalho, junto com a graça e a benção de Deus. Por isso, vamos dar valor as Escrituras, lê-La e praticá-La. Que o Espírito Santo lhes dê muita luz para guiar o seu rebanho.

Encontramo-nos da Eucaristia e na oração!

Org. sem. Alex Sandro Serafim

sábado, 3 de agosto de 2013

Curso Panorâmico da Sagrada Escritura - Lição 5

Como achar uma passagem bíblica?
Lição: 05

Os livros da Bíblia são divididos em capítulos, e os capítulos são divididos em versículos. Os capítulos são indicados com números grandes; e os versículos com números pequenos. Mas, não foi sempre assim. Os autores sagrados não se preocupavam ou não conheciam essa técnica que hoje facilita o manuseio das Escrituras. Somente no século XIII, com Stephen Laghton, bispo de Canterbury, na Inglaterra, que a Bíblia foi dividida em capítulos. Porém, em versículos, a coisa demorou um pouco mais, somente no século XV, com um dominicano chamado Santos Pagnanino, que ela começou a ser dividida em versículos, e o trabalho foi finalizado somente com Roberto Stefano.
No começo das Bíblias encontramos sempre uma lista das abreviaturas dos livros. Para citar uma passagem, coloca-se a abreviatura do livro, seguida por números que indicam o capítulo e o versículo que se deve ler. Agora, vamos aprender a ler e procurar estas citações. Vejamos alguns exemplos:

A vírgula separa o capítulo do versículo. Ex: Jo 1,14 = Evangelho de João, capítulo primeiro, versículo quatorze;

  O traço pode indicar uma sequencia de versículos ou uma sequencia de capítulos. Ex: Dt 15,1-8 = livro do Deuteronômio, capítulo quinze, do versículo um até o oito. Outro exemplo é Gn 1-11 = livro do Gênesis, do capítulo um até oonze. Também, com Mt 5,3-7,5 = Evangelho de Mateus, do capítulo cinco, versículo três, até o capítulo sete, versículo cinco;


O ponto separa versículos saltados. Ex: Jr 31,31.33 = livro de Jeremias, capítulo trinta e um, versículos trinta e um e trinta e três (pula o versículo trinta e dois);

 O ponto-e-vírgula separa tanto capítulo de capítulo, como livro de livro. Ex: Mt 5,3;8,2 = Evangelho de Mateus, capítulo cinco, versículo três e, depoisMateus, capítulo oito, versículo dois. Ou Mt 5,3; Lc 2,4 = Evangelho deMateus, capítulo cinco, versículo três e, depois, Evangelho de Lucas, capítulodois, versículo quatro;

Um esse (s) indica o versículo imediatamente seguinte ao número que o procede: portanto, o total de dois versículos. Ex: Tb 5,1s = livro de Tobias, capítulo cinco, versículos um e dois;

 Dois esses (ss) designam os dois versículos imediatamente seguintes: portanto, o total de três versículos. Para mais de três, usa-se o hífen (-), como no exemplo anterior, mas pode ser usado mesmo nos dois casos anteriores (s, ss). Ex: Tb 5,1ss = livro de Tobias, capítulo cinco, versículos um, dois e três;

Quando não se indica o versículo, é sinal de que se trata do capítulo inteiro ou quase inteiro, nesse caso não se usa vírgulas ou sinais. Ex: Nm 5 = livro deNúmeros, capítulo cinco;

Citações extensas, que ultrapassam o capítulo, adotam o traço maior, isto é, o travessão (—). Ex: Isaías 5,8—10,4 = livro do profeta Isaías, capítulo cinco, versículo oito até o capítulo dez, versículo quatro.

Como estamos vendo, a Bíblia não é só colocar debaixo do braço e sair por ai falando besteira. É importante saber manuseá-la, porque nisto somos muito fracos. Temos que estudá-la, conhecê-la e ter uma hermenêutica e exegese equilibradas. Também, temos que ter uma espiritualidade encarnada, porque de blá-blá o mundo está cheio.
Irmãos e irmãs do Blog, nosso curso é árduo, o caminho é longo, mas com certeza ganharemos muito com nossa fidelidade e perseverança. Que o Espírito Santo sempre vos inspire palavras de amor, consolo e de elevação do próximo, o resto é palavra do Diabo.
Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.

Org. sem. Alex Sandro Serafim

sábado, 20 de julho de 2013

Bíblia: Por onde começar???

Lição 04

A casa espiritual para não ruir tem que ser fundamentada de forma sólida, por isso, começamos nosso curso de forma responsável e aos poucos, cuidando de todos os detalhes. Nesta lição trataremos do começo do estudo bíblico. É muito relativo determinar por onde se deve começar a leitura da Bíblia. Depende muito da realidade e da experiência de cada comunidade ou de cada pessoa. Entretanto, nos arriscamos a dar uma sugestão.
A Bíblia, biblioteca do povo de Deus, converge para um centro que ilumina o passado e o futuro: mistério pascal de Jesus (sua encarnação, atividade, paixão, morte e ressurreição). É a partir desse centro, experienciado e refletido pelas comunidades cristãs que encontramos a ligação, o cimento que une toda a biblioteca. É em Jesus Cristo que a história do povo do Primeiro Testamento vai adquirir seu significado pleno dentro do projeto de Deus e será modelo para todas as comunidades que formam o novo povo de Deus em todos os tempos e lugares.
Portanto, para quem inicia a longa tarefa de percorrer a Bíblia, para nela desvendar a vontade de Deus, o fará com mais segurança e luz se começar a lê-la e estudá-la a partir de um primeiro contato com o seu personagem central: Jesus.
O livro que mais se presta para esse primeiro contato com Jesus é o Evangelho de Marcos, escrito por João Marcos, companheiro de Pedro em suas missões. E por várias razões: conforme estudos mais recentesfoi o primeiro Evangelho a ser escrito, por volta do ano 70 dC; é o mais curto e o mais simples dos Evangelhos; Marcos tem como objetivo justamente responder à pergunta: “Quem é Jesus?” Vamos “ruminando” pacientemente o Evangelho de Marcos, e conhecendo o “começo da Boa notícia de Jesus Cristo, o Filho de Deus”(Mc 1,1).

Depois de ter lido, refletido e ter respondido a pergunta: “Quem é Jesus?”, é bom fazer o mesmo com as cartas de São João, para saber que Deus é Amor e nos ama. Depois dessas duas certezas, poderemos então começar do início, do Gênesis. Lendo, meditando e fazendo seu diário espiritual sem pressa, mas ao mesmo tempo sem a preocupação de entender os detalhes, aos poucos conheceremos as experiências de um povo, com suas fidelidades e infidelidades, seus conflitos, suas esperanças. A partir de Jesus, iremos reconhecendo na história do povo da Bíblia o que é projeto de Deus e o que não é. E a nossa vida e história também serão iluminadas pelo caminho desse povo.

Para refletir:
a)    Para ler a Bíblia é importante conhecer a Jesus?
b)   Por que o Evangelho de Marcos se presta mais para um primeiro contato com Jesus?
c)    Ler e comentar Mc 8,27-29.

Queridos Catequistas continuem firmes! O Espírito do Senhor está conosco! Fiquem em paz e que o Senhor nos abençoe.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.
Org. sem. Alex Sandro Serafim

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Jesus Cristo, centro da aliança.

Que bom meus amigos e amigas da Catequese, mais uma vez encontramo-nos em nosso curso panorâmico da Sagrada Escritura. Na última lição, vimos que a aliança entre Deus e os homens é o centro e o fio condutor de toda a Bíblia, tanto do Primeiro como do Segundo Testamento. A aliança é um diálogo e compromisso que vai se tornando cada vez mais próximo e mais íntimo. Uma troca mútua de palavras e de vida, onde se fala e se age, onde os parceiros dão e recebem, no clima da liberdade.
O diálogo entre Deus e os homens atinge seu ponto mais alto na pessoa de Jesus Cristo, podendo-se dizer que Ele é a “energia” que liga, alimenta e ilumina todas as outras alianças existentes na Sagrada Escritura. Em Jesus Cristo, os parceiros da aliança se unem da maneira mais próxima e íntima possível, porque Jesus é Deus-e-Homem ao mesmo tempo. Tudo o que é em sua pessoa, palavra e ação, é ao mesmo tempo revelação de Deus e revelação do homem. Teofania do pai.
No Primeiro Testamento, o povo de Israel ensaiou esse diálogo; mas seria apenas uma tentativa, um diálogo suspenso. Somente na plenitude dos tempos, ou seja, na encarnação do Filho de Deus, o relacionamento entre Deus e os homens se tornou concreto e visível. O Segundo Testamento nem mesmo existiria, pois esses escritos são o testemunho daqueles que viram, ouviram e responderam ao Filho de Deus feito homem.
Desse modo, as comunidades cristãs não retomam um diálogo suspenso, mas procuram viver e aprofundar a aliança, que já atingiu o seu ponto máximo em Jesus Cristo. A fé em Jesus Ressuscitado é a certeza de que essa intimidade profunda entre Deus e o homem não é apenas uma promessa ou algo que se realizou no passado, mas uma aliança definitiva, que é para sempre.
Queridos Catequistas, como acabamos de ver, o centro da aliança é a Encarnação do Filho de Deus, tudo tem que sinalizar e levar para o Cristo. Quem foca o essencial que é Jesus Cristo, nunca se perde ou perde a sua fé. Aproveito também, para parabenizar todos que estão sendo fieis ao nosso curso, estamos numa parte introdutória, mas já sentimos que vai ser um curso de muita valia como instrumento de aprendizado e evangelização.


Para refletir e memorizar o conteúdo:
a)    Por que Jesus é o centro da aliança?
b)   O que seria a Bíblia sem Jesus?
c)    O que devemos fazer para seguir a Jesus Cristo?
d)   Ler e comentar Jo 1,14-18.


Bom trabalho!
Encontramo-nos na Eucaristia e na oração.

Org. Sem. Alex Sandro Serafim