"Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda."João 15,16

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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Agentes de pastoral são desafiados a uma catequese adequada à mudança de época

No ambiente, um caminho, e por ele, algumas pegadas, com as cores das comarcas pastorais da Diocese de Criciúma, se colocam em direção a três personagens que remontam à passagem dos discípulos de Emaús, que caminhavam aflitos pelo caminho até encontrarem alegria com a presença de Jesus. Nesta atmosfera, cerca de 340 representantes de todas as paróquias da Diocese de Criciúma, que atuam no serviço da Pastoral Catequética, equipes de preparação para o Matrimônio e Batismo, liturgistas e religiosas participaram do Seminário Diocesano de Catequese, promovido nos dias 24 e 25 de junho de 2017, pelas coordenações diocesanas de pastoral e de catequese.

"O querigma - o primeiro anúncio - deve ser uma preocupação não só da catequese, mas de toda a Igreja", provocou o assessor do encontro, Padre Luiz Alves de Lima (sdb), de São Paulo (SP), que, entre diversas funções, é assessor da Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe (CELAM) e membro da equipe de redação do Documento 107 - "Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários", lançado na terça-feira, 20/06, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após a aprovação durante sua 55ª Assembleia Geral.
A atividade foi realizada no Auditório do Colégio São Bento, em Criciúma, que ficou praticamente lotado pelos participantes, em sua maioria, catequistas. "A catequese deve educar para o discipulado, para o seguimento de Jesus. Iniciação à Vida Cristã não se faz só na catequese. A catequese é a mais importante atividade no processo de Iniciação à Vida Cristã, sim, e está a seu serviço, sendo parte integrante do conjunto. Todos os processos da Iniciação à Vida Cristã vão pedir a presença de outros agentes de pastoral, além dos catequistas. Na verdade, a Iniciação à Vida Cristã é a vida de comunidade. A gente introduz a pessoa ao mistério de Cristo, mas também da Igreja e da comunidade", ressaltou padre Lima, ao explicar a importância da unidade dos agentes das pastorais Catequética, Litúrgica e Familiar.

"Nós temos a doce ilusão de pensar que todo mundo conhece Jesus Cristo. Há muitos elementos na nossa cultura que ainda são reflexo da cristandade. Vivemos de juros do passado, muitas vezes sem ardor missionário, porque pensamos que todos têm a experiência de Jesus Cristo. O fato é que muitas pessoas ainda não sabe que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida", motivou a reflexão o especialista em Teologia.

Segundo padre Lima, um dos grandes desafios dos agentes da Igreja é motivar a participação dos pais de batizados a participarem ainda mais da comunidade do que antes do sacramento, justamente pela pertença que se inicia a partir dele. "Não é somente preparar, mas ajudar as pessoas a pertencerem à comunidade" - afirmou o presbítero, que depois indagou a assembleia: "Quantos de vocês buscam as famílias que preparam após a celebração do batismo e convidam para participar mais da Igreja?".
Padre Lima também explicou todos os passos do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA), livro litúrgico que traz as celebrações, entregas, e outros ritos da Iniciação. O recente Documento da CNBB, estudado no Seminário, afirma: "O RICA não é um livro catequético, centrado no conteúdo doutrinal a ser transmitido, mas, sim, um livro litúrgico com ritos, orações e celebrações. Entretanto, esse livro dá uma visão inspiradora de uma catequese que realmente envolva a pessoa no seguimento de Jesus Cristo, a serviço do Reino, expresso na vivência dos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia" (n. 119).

Do parágrafo 69 do Documento 107, o assessor ressaltou: "A Iniciação à Vida Cristã é uma urgência que precisa ser assumida com decisão, coragem e criatividade". Padre Lima esclareceu que a nova proposta da Igreja não é tão complicada assim, pois, no fundo consiste em tomar a atividade da atual modelo de catequese que recebemos da Tradição, e já bastante renovada, e inseri-la no seu lugar de origem, que são os processos de Iniciação à Vida Cristã, chamado também de catecumenato. É preciso também esclarecer que não se trata do movimento ou caminho do neo-catecumenato; este é um modelo, bastante radical de catecumenato e que há quase 50 anos vem sendo proposto na Igreja, mas não é o único.

Padre Lima também destacou aos participantes do encontro a importância da unidade nos serviços da Igreja diocesana. "A Iniciação à Vida Cristã não é uma questão paroquial. A paróquia irá realizar aquilo que foi planejado pela Diocese. Não se trata apenas de uma questão prática, mas teológica. A Diocese é uma Igreja completa, conduzida por um bispo, sucessor dos apóstolos, com a colaboração dos padres. Os religiosos(as) contribuem com seu carisma próprio para a pastoral diocesana, com a qual devem trabalhar em comunhão. É preciso nos convencer de que não estamos trabalhando isoladamente. Precisamos trabalhar 'diocesanamente'!", advertiu.
Participantes fazem avaliação positiva do encontro

Durante todos os momentos do Seminário Diocesano de Catequese, que contabilizou 15 horas de estudo, partilhas e confraternização, leigos, leigas e religiosas demonstraram entusiasmo e atenção às explanações de Padre Lima que, além de partilhar conhecimento e sabedoria, demonstrou bom humor ao arrancar risos dos participantes e conquistar a simpatia do grupo.

"Foi um seminário muito rico, muito dinâmico. Os participantes, os catequistas tiveram uma presença muito viva, empreendedora. Gostei da sabedoria do assessor, da experiência de vida dele. Ele foi um porta-voz de Deus mesmo, um verdadeiro catequista, porque o ser catequista é fazer ressoar e foi isso que vi nele, esse ressoar de Deus para nós", declara Irmã Izabel Bittencourt Pereira, religiosa das Filhas do Divino Zelo, da comunidade instalada na Paróquia São Donato, em Içara, onde atua nas pastorais Catequética, Vocacional e da Juventude.

Para a coordenadora da Pastoral do Batismo na Comarca de Urussanga, Edith Crema Fontanella, a apreciação foi semelhante. "Eu gostei demais, mesmo. O seminário foi excelente, acessível e deve ser repetido, pois isso vai nortear a nossa caminhada, quer na coordenação, quer no dia a dia dos catequistas, liturgistas. Nota mil para o assessor, especialmente no que se referiu à evangelização, ao 'ir ao encontro'!".
Celebração Eucarística encerra encontro

O Seminário foi encerrado com a celebração da Santa Missa, às 11h30min, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Jacinto Inacio Flach, e concelebrada por padre Lima e pelo coordenador de pastoral, padre Joel Sávio. Em sua homilia, Dom Jacinto enfatizou o momento de ação de graças como um grande kairós e falou sobre a mensagem confortadora do evangelho de hoje. "Estamos trabalhando para Ele, por isso não precisamos ter medo, porque Ele vai nos dar toda graça e força que vamos precisar para que nossa evangelização seja cada vez melhor", disse o epíscopo.

Dom Jacinto reafirmou o desafio de introduzir as pessoas no processo de Iniciação à Vida Cristã no mundo onde a cristandade, especialmente no que tange à evangelização dentro dos lares, perdeu sua força. "O querigma, vocês sabem, é anunciar Jesus Cristo em poucas palavras - Jesus é o filho de Deus que veio neste mundo trazer a salvação para toda a humanidade e a vida eterna - levar a boa nova. Jesus é o Senhor, Jesus tem as palavras, tem a graça que só Ele pode nos dar. Estamos todos a serviço dEle".

O Bispo ratificou essa orientação da Igreja: para que a Iniciação Cristã se torne possível, liturgia, catequese e vida devem caminhar juntas e recordou as celebrações realizadas pelo clero diocesano durante o estudo sobre o mesmo tema, nessa semana. Disse também que o processo de Iniciação à Vida Cristã, depois de iniciado, é um caminho que não tem volta e que exige fé, amor e preparação de todos os agentes envolvidos. "Iniciação à Vida Cristã não é só preparar para o sacramento, como se fosse uma formatura. Por isso a mudança de calendário de nossas atividades, que devem seguir o ano litúrgico e não civil. Nós queremos é professar a nossa fé na vida do Senhor, no ano da liturgia".
Dom Jacinto ainda manifestou sua alegria e afirmou ser uma grande graça a difusão de novos ambientes nas salas de catequese, não mais seguindo o modelo de salas de aula, mas transformadas em espaços litúrgicos na maioria das comunidades da Diocese.

O Bispo enfatizou o engajamento da Diocese para atender à mudança de época, com a elaboração dos novos itinerários de catequese que já estão sendo utilizados por todas as comunidades, ainda em busca da perfeição.

Ao final da celebração, o epíscopo afirmou continuar contando com a boa vontade dos agentes de pastoral inseridos em todas as paróquias e agradeceu à equipe que coordenou o encontro e participantes, destacando a presença das religiosas. "Queridos catequistas, celebrar esta missa de encerramento, para mim, é uma grande alegria, pois sei que a partir de vocês e dos padres as coisas irão melhorar", declarou. Antes da bênção final, o bispo fez sua intenção, consagrando todos e suas famílias ao Sagrado Coração de Jesus e fez um agradecimento especial a padre Lima, elogiando-o por sua humildade e sabedoria.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pai, perdoe nossas faltas e nos ensine a perdoar


A oração do Pai-Nosso é um convite para que nosso coração aprenda a perdoar e pedir perdão

A Palavra meditada está em São Mateus 6,9-15:
"Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas."

Que a Palavra da Salvação, que é viva e eficaz, adentre nosso coração e nos traga libertação e transformação. Ao lermos esse trecho do Evangelho de São Mateus, não fiquemos apenas na beleza das palavras, mas a coloquemos em prática.

O Pai-Nosso é a oração que Jesus nos ensinou, para que possamos nos dirigir a Deus. Somos tendenciosos ao pecado e, por isso, Jesus nos ensina a rogar ao Pai, para que Ele transforme nossa vida. São quatro favores que encontramos nesse trecho de São Mateus.

Perdoai as nossas dívidas

Perdoar não é fácil, é um exercício diário. Assim como educamos nosso corpo a fazer uma atividade física ou até mesmo a se reeducar na alimentação, eduquemos nosso espírito para o perdão.

Todos os dias, peçamos perdão a Deus. Reconheçamos nossas fraquezas e tudo o que nos leva a pecar; peçamos perdão ao Senhor por nossas ofensas. A melhor forma de combater a tendência ao mal é, primeiramente, reconhecermo-nos pecadores e limitados.

Somos “endividados” com Deus e nossos irmãos, pois, a todo tempo, pecamos e magoamos o Senhor e aqueles que convivem conosco. Reconhecendo-nos pecadores, trabalhemos em nós o perdão.

Perdoai assim como nós perdoamos aos que nos devem

Será que realmente perdoamos a quem nos deve? Peçamos perdão e também perdoemos. Não apenas da boca para fora, mas que essa seja uma ação que se prolongue pela vida. Não conseguiremos viver o perdão se não o praticarmos todos os dias.

Não nos introduzas em tentação

A falta de perdão é uma tentação. O maligno quer que tenhamos um coração rancoroso e vingativo. Desmascaremos o inimigo.

Reconheçamos que ofendemos a Deus e Lhe peçamos o perdão. Não tenhamos medo de olhar para nosso coração e interior e ser mais humanos, amorosos, “mais gente”.  A vingança desumaniza o coração dos filhos de Deus.

Livra-nos do maligno

Se nos abrimos a pedir perdão, o maligno não tem poder para nos desanimar e nos tirar da presença do Senhor.  Quando olhamos para dentro de nós, temos um choque, porque tocamos em nossa fragilidade.

Olhemos com compaixão para a miséria do outro. É no coração que tudo se faz e desfaz. Um coração que se entrega ao Espírito Santo transforma sua ofensa em intercessão. O perdão dá o testemunho de que em nosso mundo o amor é mais forte que o pecado.

O perdão é uma via que vai e volta. Neste Ano da Misericórdia, não paremos apenas no devocionismo à Divina Misericórdia, mas que ela seja vivenciada em nossa vida.  Que o Senhor nos livre da tentação de não querermos perdoar e das artimanhas do maligno.

domingo, 26 de abril de 2015

Jesus,o Bom Pastor

Jesus-bom-pastor.jpg (640×479)

 “Eu sou o Bom Pastor;o bom pastor da a vida pelas suas ovelhas’’( João 10,11)Essas lindas palavras de Jesus trazem doçura e paz a nossa alma.Com essas palavras Jesus,nôs revela o cuidado que Ele tem por nós.É confortante saber que somos ovelhas pastoreadas  pelo bom pastor,que  em seu infinito amor,sua eterna bondade e misericórdia esta sempre nos acolhendo,guardando e protegendo-nos de todo o mal.Que alegria e segurança temos nós as ovelhas de Jesus,o nosso amado e bom pastor!



O Bom Pastor:


*Cura as pessoas de todas as classes sociais,tanto as desprezadas,quanto as ricas;
*Compreende as emoções das pessoas,seus medos,tristezas,desesperos,ansiedades e conflitos e jamais as despreza por isso;
*Demonstra pasciência e compaixão quando se depara com a ovelha ferida e enferma;
*Cura enfermidades,e perdoa os pecados;
*Não permite que nada o impeça de aliviar o sofrimento humano;
*Distribui graça,alegria,paz,amor e misericórdia à todos!


Essas são algumas das inúmeras qualidades do nosso amado e Bom Pastor!

Que saibamos reconhecer a voz do nosso Bom Pastor,para assim o seguir em segurança  por onde Ele nos conduzir.

Paz de Cristo,beijos no

domingo, 22 de dezembro de 2013

Catequese com Papa Francisco


                                                                                 
 Boletim da Santa Sé ,praça de São Pedro /Vaticano 18 de dezembro de 2013                                                                                      
Queridos irmãos e irmãs bom dia,
Este nosso encontro se desenvolve no clima espiritual do Advento, tornado ainda mais intenso pela Novena do Santo Natal, que estamos vivendo nestes dias e que noz conduz às festas natalícias. Por isso, hoje gostaria de refletir convosco sobre o Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo. E a razão da nossa esperança é esta: Deus está conosco e confia ainda em nós. É generoso este Deus Pai! Ele vem morar com os homens, escolhe a terra como sua morada para estar junto ao homem e fazer-se encontrar lá onde o homem passa os seus dias na alegria ou na dor. Portanto, a terra não é mais somente um “vale de lágrimas”, mas é o lugar onde o próprio Deus colocou a sua tenda, é o lugar do encontro de Deus com o homem, da solidariedade de Deus com os homens.
Deus quis partilhar a nossa condição humana ao ponto de fazer-se uma só coisa conosco na pessoa de Jesus, que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Mas há algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus em meio à humanidade não foi realizada de modo ideal, sereno, mas neste mundo real, marcado por tantas coisas boas e ruins, marcado por divisões, maldade, pobreza, prepotência e guerras. Ele escolheu habitar a nossa história assim como ela é, com todo o peso de seus limites e dos seus dramas. Assim fazendo, demonstrou de modo insuperável a sua inclinação misericordiosa e repleta de amor para com as criaturas humanas. Ele é o Deus-conosco; Jesus é Deus-conosco. Vocês acreditam nisso? Façamos juntos esta profissão: Jesus é Deus-conosco! Jesus é Deus-conosco desde sempre e para sempre conosco nos nossos sofrimentos e nas dores da história. O Natal de Jesus é a manifestação de que Deus colocou-se de uma vez por todas do lado do homem, para nos salvar, para nos levantar do pó das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.
Daqui vem o grande “presente” do Menino de Belém: Ele nos traz uma energia espiritual, uma energia que nos ajuda a não nos abatermos com os nossos cansaços, os nossos desesperos, as nossas tristezas, porque é uma energia que aquece e transforma o coração. O nascimento de Jesus, de fato, nos traz a bela notícia de que somos amados imensamente e singularmente por Deus, e este amor não somente o faz conhecer, mas o doa, comunica-o!
Da contemplação alegre do mistério do Filho de Deus nascido por nós, podemos tirar duas considerações.
A primeira é que se no Natal Deus se revela não como um que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se rebaixa, vem à terra pequeno e pobre, significa que para sermos similares a Ele nós não devemos nos colocar sobre os outros, mas antes rebaixar-nos, colocarmo-nos a serviço, fazer-nos pequenos com os pequenos e pobres com os pobres. Mas é uma coisa ruim quando se vê um cristão que não quer rebaixar-se, que não quer servir. Um cristão que se exibe sempre é ruim: aquele não é cristão, aquele é pagão. O cristão serve, rebaixa-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs não se sintam nunca sozinhos!
A segunda consequência: se Deus, por meio de Jesus, envolveu-se com o homem a ponto de tornar-se como um de nós, quer dizer que qualquer coisa que fizermos a um irmão ou a uma irmã a teremos feito a Ele. Recordou isso o próprio Jesus: quem tiver alimentado, acolhido, visitado, amado um dos mais pequeninos e dos mais pobres entre os homens, terá feito isso ao Filho de Deus.
Confiemo-nos à materna intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa, para que nos ajude neste Santo Natal, agora próximo, a reconhecer na face do nosso próximo, especialmente das pessoas mais frágeis e marginalizadas, a imagem do Filho de Deus feito homem.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Roteiros de Catequese


O Plano Diocesano de Pastoral da Diocese de Criciúma com vigência de 2012 a 2016 nos trás muitas orientações, ensinamentos e normas de ajuda catequética, tudo para simplificar, descomplicar e melhorar o nosso trabalho na messe do Pai. 

O Plano Diocesano tem a sua importância e responsabilidade, principalmente, na unidade e comunhão das ações pastorais. Ninguém pode fazer do seu jeito, conforme a sua cabeça ou segundo a sua vontade, isso quebra o princípio da unidade, que é uma das balizas do cristianismo. Por isso, neste texto vamos tratar de uma das questões mais cruciais da evangelização catequética: o Roteiro da Catequese.

Nosso Plano de Pastoral tem dois números que falam dos Roteiros, que são os números 196 e 197. O número 196, diz assim: “A Diocese oferece os roteiros de Catequese de Eucaristia e da Crisma, por ela elaborados, a fim de criar comunhão e unidade. Por isso, sejam os mesmos utilizados em todas as comunidades pelos seus respectivos catequizandos, podendo os mesmos buscar outros subsídios para enriquecer os encontros e ajudar no aprofundamento dos referidos temas”.

E o tema continua no número 197, que diz: “Os Catequistas não devem, por conta própria, substituir os roteiros oferecidos pela Diocese, por materiais de outras dioceses ou substituí-los pela utilização apenas da Bíblia, ou ainda, simplesmente decidir-se a não usar os Roteiros da nossa Diocese”.

As orientações da nossa Diocese sobre os Roteiros nos ajudam a caminhar juntos na direção do Reino. Mas, é também de responsabilidade dos Catequistas de sempre cobrar melhorias, atualizações e inculturações dos nossos roteiros. A Palavra do Senhor a cada dia é nova pelo movimento do Espírito Santo, ainda mais, nossos Roteiros! Se o objetivo é a comunhão de todos, temos a obrigação quando na elaboração dos roteiros termos uma equipe de crianças e jovens para dar suas sugestões? Hoje, cada vez mais, também precisamos da ajuda e opinião de artistas plásticos, desenhistas, pedagogas e psicólogos na criação dos roteiros. 

Sobre o número 196, creio que não pode haver um engessamento dos encontros. Podemos e temos o compromisso e a responsabilidade de dinamizar os encontros. Por que não fazer mensalmente uma Lectio Divina? Podemos trazer também pessoas de referência na comunidade para dar seu testemunho de vida, e olha que em nossas comunidades temos riquezas, verdadeiros testemunhos vivos! Ir a uma mata ou bosque e lá fazer um encontro no contexto da natureza. O Plano não quer que deixemos de lado o Roteiro, mas a criatividade podemos usar. 

Queridos Catequistas, vamos em frente, as coisas são feitas para nos ajudar e facilitar nossa vida. Um forte abraço a todos!

Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.


Sem. Alex Sandro Serafim.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Catequese com o Papa Francisco





Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

No “Credo” nós dizemos “Creio na Igreja, una”, professamos, isso é, que a Igreja é única e esta Igreja é em si mesma unidade. Mas se olhamos para a Igreja Católica no mundo descobrimos que essa compreende quase 3000 dioceses espalhadas em todos os Continentes: tantas línguas, tantas culturas! Aqui há tantos bispos de tantas culturas diferentes, de tantos países. Há o bispo de Sri Lanka, o bispo do Sul da África, um bispo da Índia, há tantos aqui… Bispos da América Latina. A Igreja está espalhada em todo o mundo! No entanto, as milhares de comunidades católicas formam uma unidade. Como pode acontecer isto?
1. Uma resposta sintética encontramos no Catecismo da Igreja Católica, que afirma: a Igreja Católica espalhada no mundo “tem uma só fé, uma só vida sacramental, uma única sucessão apostólica, uma comum esperança, a própria caridade” (n. 161). É uma bela definição, clara, orienta-nos bem. Unidade na fé, na esperança, na caridade, na unidade nos Sacramentos, no Ministério: são como pilastras que sustentam e têm juntos o único grande edifício da Igreja. Aonde quer que vamos, mesmo na menor paróquia, na esquina mais perdida desta terra, há a única Igreja; nós estamos em casa, estamos em família, estamos entre irmãos e irmãs. E este é um grande dom de Deus! A Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para os que vivem na Oceania, não, é a mesma em qualquer lugar. 
É como em uma família: se pode estar distante, espalhado pelo mundo, mas as ligações profundas que unem todos os membros da família permanecem firmes qualquer que seja a distância. 
Penso, por exemplo, na experiência da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: naquela vasta multidão de jovens na praia de Copacabana, ouvia-se falar tantas línguas, viam-se traços da face muito diversificada deles, encontravam-se culturas diferentes, no entanto havia uma profunda unidade, se formava a única Igreja, estava-se unido e se sentia isso. Perguntemo-nos todos: eu, como católico, sinto esta unidade? Eu como católico vivo esta unidade da Igreja? Ou não me interessa, porque estou fechado no meu pequeno grupo ou em mim mesmo? Sou daqueles que “privatizam” a Igreja pelo próprio grupo, a própria nação, os próprios amigos? É triste encontrar uma Igreja “privatizada” pelo egoísmo e pela falta de fé. É triste! Quando ouço que tantos cristãos no mundo sofrem, sou indiferente ou é como se sofresse um da minha família? Quando penso ou ouço dizer que tantos cristãos são perseguidos e dão mesmo a própria vida pela própria fé, isto toca o meu coração ou não chega até mim? Sou aberto àquele irmão ou àquela irmã da minha família que está dando a vida por Jesus Cristo? Rezamos uns pelos outros? Faço uma pergunta a vocês, mas não respondam em voz alta, somente no coração: quantos de vocês rezam pelos cristãos que são perseguidos? Quantos? Cada um responda no coração. Eu rezo por aquele irmão, por aquela irmã que está em dificuldade, para confessar ou defender a sua fé? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!
2. Demos um outro passo e perguntemo-nos: há feridas a esta unidade? Podemos ferir esta unidade? Infelizmente, nós vemos que no caminho da história, mesmo agora, nem sempre vivemos a unidade. Às vezes surgem incompreensões, conflitos, tensões, divisões, que a ferem, e então a Igreja não tem a face que queremos, não manifesta a caridade, aquilo que Deus quer. Somos nós que criamos lacerações! E se olhamos para as divisões que ainda existem entre os cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes… sentimos o esforço de tornar plenamente visível esta unidade. 
Deus nos doa a unidade, mas nós mesmos façamos esforço para vivê-la. É preciso procurar, construir a comunhão, educar-nos à comunhão, a superar incompreensões e divisões, começando pela família, pela realidade eclesial, no diálogo ecumênico também. O nosso mundo precisa de unidade, está em uma época na qual todos temos necessidade de unidade, precisamos de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de comunhão. São Paulo dizia aos cristãos de Éfeso: “Exorto-vos, pois – prisioneiro que sou pela causa do Senhor – que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (4, 1-3). 
Humildade, doçura, magnanimidade, amor para conservar a unidade! Estes, estes são os caminhos, os verdadeiros caminhos da Igreja. Ouçamos uma vez mais. Humildade contra a vaidade, contra a soberba, humildade, doçura, magnanimidade, amor para conservar a unidade. E continuava Paulo: um só corpo, aquele de Cristo que recebemos na Eucaristia; um só Espírito, o Espírito Santo que anima e continuamente recria a Igreja; uma só esperança, a vida eterna; uma só fé, um só Batismo, um só Deus, Pai de todos (cfr vv. 4-6). A riqueza daquilo que nos une! E esta é uma verdadeira riqueza: aquilo que nos une, não aquilo que nos divide. Esta é a riqueza da Igreja! 
Cada um se pergunte: faço crescer a unidade em família, na paróquia, na comunidade, ou sou um fofoqueiro, uma fofoqueira. Sou motivo de divisão, de desconforto? Mas vocês não sabem o mal que fazem à Igreja, às paróquias, às comunidades, as fofocas! Fazem mal! As fofocas ferem. Um cristão antes de fofocar deve morder a língua! Sim ou não? Morder a língua: isto nos fará bem, para que a língua inche e não possa falar e não possa fofocar.  Tenho a humildade de reconstruir com paciência, com sacrifício, as feridas da comunhão?
3. Enfim, o último passo mais em profundidade. E esta é uma bela pergunta: quem é o motor desta unidade da Igreja? É o Espírito Santo que todos nós recebemos no Batismo e também no Sacramento da Crisma. É o Espírito Santo. A nossa unidade não é primeiramente fruto do nosso consenso, ou da democracia dentro da Igreja, ou do nosso esforço de concordar, mas vem Dele que faz a unidade na diversidade, porque o Espírito Santo é harmonia, sempre faz a harmonia na Igreja. É uma unidade harmônica em tanta diversidade de culturas, de línguas e de pensamentos. É o Espírito Santo o motor. Por isto é importante a oração, que é a alma do nosso compromisso de homens e mulheres de comunhão, de unidade. A oração ao Espírito Santo, para que venha e faça a unidade na Igreja.
Peçamos ao Senhor: Senhor, dai-nos sermos sempre mais unidos, não sermos nunca instrumentos de divisão; faz com que nos empenhemos, como diz uma bela oração franciscana, a levar o amor onde há o ódio, a levar o perdão onde há ofensa, a levar a união onde há a discórdia. Assim seja.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dinâmicas para Catequese

Olá amadinhas (os),tudo bom com vocês?Hoje vim partilhar com vocês algumas Dinâmicas para serem  feitas com nossos catequizandos no mês da Bíblia,ou no momento em que vocês preferirem usá-las  é claro.Algumas delas são materiais que ganho nas formações que participo e outras  tenho salva no meu computador (são frutos de minhas navegações pela net).


Perguntas

Determine as regras previamente. Pode ou não consultar Bíblias e livros?
· Opção 1: Dê a cada grupo uma folha numerada, com espaço para cada pergunta. Leia cada pergunta em voz alta e dê um pequeno tempo para responderem; passe para a pergunta seguinte. Ao final cada grupo escreve o seu nome na folha e passa para outro grupo, que fará a correção. Leia novamente cada pergunta e dê as respostas para que eles corrijam.

· Opção 2: Peça a cada grupo para eleger um representante. Dê a cada representante um papel com uma pergunta. Deixe-os voltar ao grupo para responder. Só serão contabilizadas respostas escritas no papel. Convide os representantes a dizerem a resposta, marque pontos para todos que acertarem. Dê um novo papel com a pergunta seguinte.

· Opção 3: Providencie uma campainha (ou balões de gás para estourarem) para cada grupo. Leia a pergunta em voz alta, o grupo que primeiro tocar a campainha pode responder e ganha os pontos se acertar. Se errar a pergunta passa para o outro grupo valendo menos pontos.

· Opção 4: Através de sorteio determine o grupo que começa primeiro. As perguntas são feitas alternadamente entre os grupos. Se acertar ganha os pontos, se errar, passa-se para o grupo seguinte com outra pergunta. Procure ordenar as perguntas com mesmo grau de dificuldade.

Antigo Testamento
.No 1º relato da Criação do Mundo, que dia Deus criou os animais?
R. (quinto - Gênesis 1: 21-23)
 .No 2º relato da Criação do Mundo, não diz que Adão e Eva não deveriam comer uma maçã. Que fruta não deveriam comer e comeram?
R. (Do conhecimento do Bem e do Mal - Gênesis. 2: 16-17)
.Nome do homem mais velho da Bíblia? 
R.(Matusalém - Gênesis 5:27)
 .Quem construiu uma arca?
R. (Noé - Gênesis 7: 13-16)
 .Qual o primeiro pássaro solto após o dilúvio?
R. (Corvo - Gênesis 8: 7-8)
.Quem libertou o povo hebreu da escravidão no Egito? 
R.(Moisés - Êxodo 3: 10-13)
 .Quem foi o sucessor de Moisés escolhido por Deus? 
R.(Josué - Josué 1: 1-2)
.Um homem famoso por sua grande força? 
R.(Sansão - Juizes, 15: 14-15)
 .Qual era a atividade de Davi antes de ser ungido rei de Israel?
R. (Pastor de ovelhas - I Sm. 16:11)
 pequeno Davi que matou o gigante Golias se tornou um grande rei. Qual o nome do seu filho, também um rei?
R. (Salomão - I Reis 1:13)
.Onde foi escrita a maior parte do Antigo e também do Novo Testamento? 
R.(Palestina)
.Como se chama o conjunto dos 5 primeiros livros da Bíblia?
R. (Pentateuco ou Livros de Moisés)
.Livros da Bíblia com nome de mulher
R. (Rute e Ester).

Novo Testamento
 .Nomes dos pais de Jesus. 
R.(José e Maria - Mateus 1: 18-19)
 .Nome dos 12 apóstolos - (dê 1 ponto por nome correto e mais 5 pontos para cada grupo que acertar todos os nomes).
(Simão Pedro, André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, Judas Tadeu, Simão, Judas Iscariotes - Mateus 10: 2-4)
 .Quem batizou Cristo e onde?
(João Batista e o Espiríto Santo na forma de uma pomba / Rio Jordão - Mateus 3: 13)
.Cidade onde Jesus morreu? 
R(Jerusalém - Mateus 21)
.Quantos discípulos de Jesus eram pescadores? 
R(quatro - Marcos 1: 16-20)
.Quem traiu a Jesus?
R. (Judas - Marcos 14: 43-44)
.Quem negou a Jesus 3 vezes? 
R.(Pedro - Marcos 14: 66-72)
.Qual a "Cidade de Davi"? 
R.(Belém - Lucas 2:4)
.Nome do Jardim onde Jesus fez sua última oração?
R. (Getsêmani - Lucas 22: 39-46)
.Quem enviou os sacerdotes e levitas a Jerusalém para saber de João Batista? 
R.(Judeus - João 1.9)
 .Que João Batista respondeu? 
R.(Eu sou a voz que chama no deserto - João 1.23)
. Qual o primeiro milagre de Jesus?
R.Bodas de Caná (transformou água em Vinho) (João 2: 1-12)
 .Complete a frase de Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade, ...."
R. (.. e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim" - João 14: 6)
 .Discípulo que duvidou da ressurreição de Jesus 
R.(Tomé - João 21 24-25)
 .Quem primeiro viu Jesus depois da sua ressurreição? 
R.(Maria Madalena - João 20:18)
 .Qual o discípulo que andou sobre as águas com Jesus?
R. (Pedro)
.Em que livro fala de um homem que foi arrebatado ao terceiro céu?
R. (II Coríntios 12:2)
.Qual o apóstolo escreveu o maior número de cartas / epístolas? 
R.(Paulo - 13 no total)
 .Livro da Bíblia com o menor número de versículos. 
R.(II João)
 .Qual o último livro da Bíblia?
R. (Apocalipse)
 .Em que parte da Bíblia encontramos histórias de Jesus e acontecimentos após a sua morte e ressurreição? 
R.(Novo Testamento)

_____________________________________________

BINGO DE JESUS

Material: papel, canetas, grãos de feijão ou milho.

Faça diversas cartelas de Bingo com papel e caneta: cada cartela deve ter 5 respostas, procure misturar              bem, não fazendo 2 cartelas iguais.
Escreva as perguntas em tiras de papel, coloque-as num saco, e vá sorteando uma a uma.
Leia cada pergunta em voz alta. Quem encontrar a resposta em suas cartelas deve marcar, colocando                   um grão de milho sobre a resposta.
A criança que primeiro marcar as 5 respostas deve gritar "Bingo de Jesus".
Confira também em voz alta as perguntas e respostas, para ver se a criança marcou as respostas corretas e também para que as demais confiram suas próprias cartelas. Dê um prêmio (presentinho, cartão, bala, etc..) ao vencedor. Você pode continuar sem que desmarquem as cartelas, até ter o segundo e terceiro colocados.

Perguntas e respostas:

Pecado é...  R:Desobediência a Deus
Nome do pai adotivo de Jesus... R:José
Cidade onde Jesus nasceu...R: Belém
Quando pecamos ofendemos a ...R:Deus
Nome da Mãe de Jesus... R:Maria
Principal coisa que Jesus ensinou... R:Amar a Deus a ao próximo
Desenho que simboliza o amor de Deus...R: Cruz
Anjo que avisou Maria do nascimento de Jesus... R:Gabriel
Pessoas que vieram do Oriente para visitar Jesus... R:Reis Magos
Pessoa que Deus prometeu enviar ao mundo...R: Jesus Cristo
Saudação do anjo à Maria... :Salve cheia de graça!
Quantos anos Jesus tinha quando ficou no Templo... R:12 anos
Jesus é o .... do mundo. R:Salvador
Nome do Pai de Maria... R:Joaquim
Cidade onde Jesus morou na infância...R: Nazaré da Galiléia
Deus está sempre pronto para nos... R:Perdoar
Nome da Mãe de Maria... R:Ana
Mãe de João Batista...R :Isabel
O que Jesus é de Deus...R: Filho
Resposta de Maria a Deus... R:Eis aqui a serva do Senhor!
Pai de João Batista... R:Zacarias
Qual o grau de parentesco entre Isabel e Maria...R: Primas
Ser profeta é... R:Evangelizar
Jesus nasceu numa... R:Manjedoura
Quem batizou Jesus... R:João Batista
O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de... R:Pomba
Onde João Batista batizava o povo...R: Rio Jordão
Diz a Bíblia que Jesus crescia em... R:Sabedoria e graça
O que Jesus tem para cada um de nós...R: A salvação

Fonte:Bingo de Jesus ,retirei do site A Catequese Católica
Fonte:Perguntas, retirei da minha apostila

sábado, 17 de agosto de 2013

Diálogo e Comunicação Na Catequese

O diálogo sempre foi importante para o desenvolvimento das potencialidades humanas tanto no nível pessoal, como no cultural e social. Feita à imagem e semelhança de Deus, a pessoa descobre-se como ser dialogante como o é o próprio Deus.

Mas, que vem a ser diálogo? 

Diálogo não é...

- conversa para legitimar resoluções já tomadas;

- um meio de “dobrar“ o outro;

- só ouvir ou só falar;

- uma conversa que só pode ter um resultado final;

- dar bons conselhos a quem não sabe nada;

- algo que só é considerado bem-sucedido quando convencemos o outro;

- conhecer a opinião do outro para poder combatê-lo melhor.

Diálogo é...

- um ato de mútua aprendizagem;

- uma oportunidade para conhecimento do outro;

- uma conversa cujo resultado não se prevê;

- um exercício de respeito

- uma comunicação horizontal;

- algo que pode ter sucesso mesmo quando as opiniões divergentes são mantidas;

- crer na boa vontade do outro, mesmo se discordamos.

Um dos grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o homem possui. 

É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida. 
A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas.
Na comunicação entre as pessoas é tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis.
Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, exige que se evitem rótulos preconceituosos, que se busque em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.

Espiritualidade do diálogo:

Nas relações da pessoa consigo mesma: amor à verdade, desejo de conversão, humildade, capacidade de autocrítica e de perdão, despojamento, plasticidade mental, alegria, vontade de aprender...
Nas relações com o outro: caridade, paciência, fraternidade, ternura, superação de preconceitos, solidariedade, lealdade...
Nas relações com Deus: descoberta da presença de Deus, compromisso com o Reino, oração, confiança na ação do Espírito Santo, vida sacramental, espírito de fé, esperança inabalável, amor incondicional.

Lembrete...

Comunidade é o engajamento livre e espontâneo de cada um numa ordem superior. Aí cada um deve procurar a harmonia com os outros estando sempre prontos a vencer-se e a dominar-se. (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Nunca estamos prontos e acabados. Conversão deve ser atitude constante do cristão e o outro nos ajuda a ver onde precisamos crescer. Diálogo na catequese não é só uma questão metodológica, ela deriva de um certo modo de compreender Deus e a vida. É um especialíssimo caminho de santidade.

Comunicação:

A missão do catequista é fazer ecoar a Palavra de Deus. Ele é sobretudo um comunicador, por isso “é necessário que a catequese estimule novas expressões do Evangelho na cultura na qual este foi implantado.”(DGC 208).
Toda a formação do catequista deve estar finalizada nesta arte da comunicação da fé pois, na ação catequética, catequistas e catequizandos são sujeitos da comunicação.
Nesta comunicação dialogal o importante não são tanto os meios de comunicação, mas os gestos interpessoais. É preciso descobrir cada vez mais a linguagem da pessoa: é a linguagem primordial. 
“Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam realmente um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Daí a necessidade de se exercitar na comunicação humana, afetiva e valorizar a Liturgia como um dos grandes meios de Deus comunicar-se conosco.
Neste sentido é de suma importância o uso dos elementos culturais, particularmente os simbólicos, que possam favorecer mais facilmente a partilha. 

Site Catequisar

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

QUEM É O CATEQUISTA?

O Catequista é antes de tudo alguém que escuta e atende o chamado de Deus (Mt, 9, 37-38). Ele é um mestre em doutrina religiosa, que enviado por Deus, vai despertar e cultivar a fé dos catequizados (catecúmenos).
O Catequista é alguém de muita vocação (Ef, 4,1. 2Ts, 1,11).

Virtudes do Catequista:

• Catequista é um mestre de oração (catecismo da IC. 2663).
• O Catequista é um mediador, que facilita a comunicação entre Deus e o Homem (diretório geral para catequese pág. 162, cap. 156).
• O Catequista é um intérprete da igreja junto aos catequizados (catequese renovada 26, pág 56).
• O Catequista é alguém que catequiza em nome de Deus e da comunidade profética. Em comunhão com os pastores da igreja (catequese renovada 26, pág 56 nº 146).
• O Catequista é testemunha ativa do evangelho em nome da igreja (diretório geral para catequese pág. 165)

MISSÃO DO CATEQUISTA


A missão primordial da igreja é anunciar a Deus e testemunhá-la diante do mundo (diretório geral para catequese pág. 25 nº 23)

Anunciar o reino de Deus como o próprio Jesus o fez sendo enviado (diretório geral para catequese pág. 37 nº 34)

Transmitir aos catequizandos a viva experiência que ele tem dos evangelhos (diretório geral para catequese pág. 65 nº 66)

Conservar fielmente o evangelho a todos aqueles que decidiram seguir Jesus (diretório geral para catequese pág. 76 nº 78)

O Catequista dedica-se de modo específico ao serviço da palavra tornando-se porta-voz da experiência cristã de toda a comunidade (catequese renovada 26 pág. 55 nº 145)

A CATEQUESE É UM MINISTÉRIO, PORTANTO UM SERVIÇO


A Catequese é uma prioridade em toda a Igreja, “A Catequese é uma urgência. Só posso admirar os pastores zelosos que em suas Igrejas procuram responder concretamente a essa urgência, fazendo da catequese uma prioridade” (Beato João Paulo II, encontro com os Bispos em Fortaleza 10/07/1980). 

A Igreja precisa de catequistas, porém, catequistas conscientes com a missão de:
CATEQUIZAR, ENSINAR E EVANGELIZAR.

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM CATEQUISTA


• Espiritualidade profunda – rezar e testemunhar o cristianismo, não perder nunca a intimidade com Deus.

• Integração na comunidade – Participar ativamente de toda a vida da Igreja. O catequista deve exercer o ministério de forma continuada e permanente.

• Senso crítico – ler, estudar, e analisar coerentemente os fatos da Igreja do mundo. A alienação é um mal que jamais deve tomar o catequista.

• Animação – saber ouvir e dialogar, buscar não mostrar dúvidas e insegurança, animar de tal forma o encontro de catequese, que leve o catequizando a um conhecimento gostoso da doutrina da Igreja.

• Qualidade humanas – didática, psicológicas, equilíbrio, carinho.

• Formação doutrinária – buscar conhecer a doutrina católica, estudar sobre seus diversos aspectos, através de leituras, cursos etc.

Ser catequista não é ser professor. Aulas são dadas na escola. Os encontros de catequese têm a preocupação de anunciar Jesus e levar o catequizando a uma aproximação maior com a Igreja.

Por ser considerado pelas crianças como modelo, o catequista deve dar testemunho daquilo que prega, de viver o que anuncia.
O essencial a um bom catequista é o AMOR, daí emana:
- Compreensão
- Carinho
- Dedicação
- Atenção
- Preparação
- Serviço


A CATEQUESE É UM PROCESSO PERMANENTE

A catequese não se restringe apenas à preparação para 1ª Eucaristia. Antigamente muitos pais, diante da preparação para 1ª Eucaristia queriam ver seus filhos o mais rápido possível fazendo ou recebendo a comunhão.

O catequista deve deixar bem claro que primeira comunhão não é um evento social, onde se desfilam as roupas bonitas, mas ninguém se preocupa em dar continuidade à vida da Igreja, da mesma forma os outros sacramentos, daí a importância das reuniões com os pais, movimentos paroquiais.

CATEQUISTA MESTRE EM ORAÇÃO


“O exemplo de Cristo orante: o Senhor Jesus, que passou pela terra fazendo o bem e anunciando a palavra, dedicou, sob o impulso do espírito santo, muitas horas a oração. O cristão, movido pelo espírito santo, há de fazer da oração motivo de sua vida diária e de seu trabalho. A Igreja que ora em seus membros une-se à oração de Cristo” (puebla 932).

Por isso durante toda a sua vida o catequista deve ser uma referência em oração, e o grande incentivador de seus catequizandos. O catequista tem esse dever de levar o catequizando a compreender a necessidade desse encontro pessoal com Deus na oração, quem não tem um contato diário com Deus na oração, não é capaz de compreender a própria missão que está no coração do pai, a oração nos leva à ação.

A oração deve ser:


Simples – porque Deus é simples, e se manifesta na simplicidade.

Sincera – nós devemos ver Deus como um amigo.

Cheia de amor – Deus é amor, daí é preciso estarmos também com a disposição para amar.


Site Catequizar