"Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda."João 15,16

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sábado, 13 de julho de 2013

Qual a diferença entre as Bíblias católicas e as protestantes?


O caminho se faz caminhando.  Amigos do Blog, a nossa história de evangelizadores, amigos e estudiosos da Palavra do Senhor vai seguindo em frente, junto com o curso panorâmico das Sagradas Escrituras, ecomo nossa missão é clarear os mistérios bíblicos, também trazemos as respostas sobre dúvidas sobre a Palavra de Deus. Nesse artigo, vamos desvendar essa polêmica: a diferença entre as Bíblias católicas e protestantes.O caminho para chegar a uma definição sobre quais seriam os livros inspirados por Deus foi muito longo e cheio de dificuldades. Por trás dessas decisões há séculos de estudos, debates e disputas. O cânon bíblico fechou somente no século terceiro, depois da polêmica com Marcião. O resultado disso é este: o Primeiro Testamento[1] das Bíblias católicas tem 7 livros a mais do que o Primeiro Testamento das Bíblias protestantes.

A Bíblia foi escrita em hebraico, aramaico (alguns textos) e o grego. Todo o Segundo Testamento[2] foi escrito em grego. E sobre isto não há disputas. O mesmo não acontece com o Primeiro Testamento. Os judeus (que não admitem o Segundo Testamento como Palavra inspirada) e os protestantes admitem somente o hebraico e o aramaico como livros inspirados e como língua oficial do Primeiro Testamento. Diferente dos católicos que aceitam também o grego como língua para os livros do Primeiro Testamento. Como resultado, as Bíblias católicas têm 7 livros a mais que as Bíblias protestantes, todos no Primeiro Testamento: Baruc, Eclesiástico (também chamado de Sirácida ou Bem Sirac), Sabedoria, Tobias, Judite, I e II Macabeus. Esses livros chegaram a nós escritos em grego, e as Bíblias católicos os têm como sagrados. É importante notar que os judeus e os protestantes seguem a Tradição Hebraica e os católicos seguem a Tradição Septuaginta (dos Setenta). Os especialistas católicos chama esses 7 livros de “deuterocanônicos”, isto é, aprovados num “segundo cânon“. Os protestantes os chamam de “apócrifos[3]”.
Além disso, existem outras diferenças menores. Por exemplo: nos livros de Daniel e de Ester, existem nas Bíblias católicas alguns trechos a mais do que nas Bíblias protestantes. A razão é a mesma. O que está “a mais” é porque chegou a nós escrito em grego. As Bíblias mais recentes costumam pôr esses textos em tipos diferentes em itálico. É bom ressaltar também, que de Lutero até o começo o final do século XIX, os protestantes aceitavam os “deuterocanônicos”, então, esse ranço bíblico protestante é atual.
Obrigado a todos os seguidores do Blog, principalmente, os Catequistas e catequizandos. Peço sempre ao Espírito Santo que vos ilumine com Sua luz e presença. E lembre-se, nas questões bíblicas fiquem com o conselho de Paulo: “a letra mata, mas o Espírito vivifica”(II Cor 3,6), e a letra sem Amor virá escravidão.

Encontramo-nos na Eucaristia e na oração!
Org. sem. Alex Sandro Serafim





[1] Nomenclatura atualizada no Antigo Testamento.
[2] Nomenclatura atualizada do Novo Testamento.
[3] A palavra apócrifo, vem do grego “apocryphos”, que significa: oculto, escondido ou de fora.

Um comentário:

Editora EC disse...

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